Globo de Ouro 2016: Qual é a melhor minissérie / telefilme?

Minisserie Globo de Ouro

faixamini

 

Faltam dois dias para o Globo de Ouro, e ansiedade para conhecer os vencedores só aumenta.

No nosso aquecimento de hoje, compartilhamos nossas opiniões sobre os indicados à categoria de Melhor Série Limitada ou Filme para TV, que promete ser bem acirrada.

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Vamos lá?

 

fargo season 2Fargo 

Por Amanda Móes

Sabe quando você topa com algo tão bom que é difícil descrever? É Fargo. Mas eu tentarei o meu máximo e aqui vai.

Em 2014, a minissérie começou contando a história baseada em fatos reais, com os nomes dos envolvidos diferentes em respeito aos vivos e todo o resto igual, em respeito aos mortos. Isso também é o que aparece na introdução de cada episódio da série até agora, como uma regra número um que os roteiristas, diretores e toda a equipe obedece pelo show. Com dedos dos irmãos Coen, Noah Hawley, Robert De Laurentiis e outros, a produção da MGM com FX manteve seu nível de maestria em contar uma nova história de drama e policial, pouco igual ao que se faz como características de tramas desse gênero, de outra cidade dos EUA, mais particularmente, Minnesota. Com um novo elenco de peso nos papeis principais, Kirsten Dunst, Jean Smart, Patrick Wilson, Ted Danson, Bookem Woodbine, Fargo mostrou a história do envolvimento de um casal comum com uma família de traficantes e uma organização inimiga, interessada no mesmo território de vendas. Os diálogos longos, porém interessantes, as referências a coisas comum do nosso cotidiano, junto com citações literárias clássicas, como o poema do Jabberwocky de Alice no País do Espelho, em meio a tentativa de ligar três assassinatos em uma fronteira, com a morte do executor, o qual a família fica abalada com a decisão de um novo líder e a constante tentativa da organização de Kansas City de roubar seus negócios, Fargo ainda chamou atenção ao acrescentar, junto a trilha de Jeff Russo, músicas da época e filmagens realistas em diversos ângulos de tiroteiros travados pelas organizações em conflito, levando a minissérie ao nível de filme, como o mesmo filme Fargo escrito pelos irmãos Coen e pela primeira temporada tão bem recebida pelo público.  Pelo nível do trabalho feito no show, se imagina Fargo como a favorita para essa categoria do Globo de Ouro, o que não surpreenderia ninguém, mas a HFPA é bem conhecida por pregar peças e ser aquele 99% mas, 1% de outro time.

 

American CrimeAMERICAN CRIME

Por Matheus Pereira

John Ridley apareceu sob os holofotes ao vencer o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por 12 Anos de Escravidão. As conversas nos bastidores dizem que Ridley brigou feio com o diretor do longa-metragem, que também venceu o prêmio de Melhor Filme. O perrengue se deu porque Steve McQueen, o diretor, queria seu nome ao lado de Ridley como roteirista; este, por sua vez, clamou o roteiro como seu exclusivamente. O que isso tem a ver com qualquer coisa? Bem, John Ridley em seguida engajou a produção de American Crime, antologia da ABC. A dificuldade e as brigas na máquina cinematográfica talvez tenham afugentado o roteirista que buscou liberdade criativa na TV. E é possível perceber em cada piloto que ele e seu time de roteiristas tiveram liberdade: os personagens são complexos e bem desenvolvidos e as tramas tocam em diversas feridas que nem a TV aberta nem a TV a cabo costumam abordar. Dentre as indicadas, American Crime é indubitavelmente a mais importante sob a ótica social, e isso pode levá-la a vitória. O grande empecilho: Fargo. A minissérie do FX parece imbatível e só não vai ganhar caso os votantes não queiram premiá-la novamente. Neste caso, bastante improvável, vale salientar, American Crime pode se dar bem.

 

ahs-lady-gaga-hotelAmerican Horror Story: Hotel

Por Leo Sousa

Nem a falta justifica a indicação de American Horror Story: Hotel. Tudo bem que a produção ainda mantém a qualidade, e até supera as primeira temporadas, em termos de roteiro, desde o terceiro ano, a série de Ryan Murphy roda, roda, roda e não cai em lugar nenhum. Ou se cai, é na coisa mais absurda possível. Pessoas se alimentando de sangue? Desculpa, parece pauta do Programa do Ratinho. Para quem nunca teve um papel de protagonista, Lady Gaga até que se saiu bem, mas em vista do que já foi apresentado com Sarah Paulson, Lily Rabe e Jessica Lange, a cantora não passou de um “bad romance”. O susto já se tornou gratuito, e American Horror Story, que antes mexia com nosso psicológico, agora não passa de uma série policial misturada com fantasia.

 

flesh-boneFlesh and Bone

Por Caroline Marques

Quando uma série vem com o propósito de representar uma classe polêmica vocês já fica com as antenas viradas para a estreia. E depois quando surge o trailer/promo e você se encanta está feito! Flesh and Bone veio para retratar os machucados, drogas, paranoias com massa corporal e exploração sexual de dançarinos profissionais, juntamente com o peso de chegar ao topo, ou sair dele quando chega alguém mais novo e melhor no time. Bailarinos da vida real formam a equipe de Paul Grayson – interpretado pelo humor pesado de Ben Daniels, que precisa tirar a companhia do momento delicado em que se encontra. Criado por Moira Walley-Beckett (Breaking Bad) essa série nos trouxe um pouco de perfeição em 2015 através da Starz. Merece esse prêmio, sim ou claro?

 

Wolf Hallwolf-hall-s1-damian-lewis-5-things-icon

Por Caroline Marques

Uma adaptação do romance histórico de mesmo nome (de Hilary Mantel) que nos torna íntimos de Thomas Cromwell, estadista que através de uma rápida ascensão serviu o rei Henrique VIII em meio a muitas intrigas e reflexões sócio-religiosas da Reforma Protestante. Damien Lewis interpretou lindamente esse personagem que veio de baixo para a realeza. As produções britânicas tem um charme especial e as da BBC ainda mais. Por que assistir uma trama que já foi tão adaptada? Porque ela foi feita do ponto de vista do Thomas, a realeza é coadjuvante. Muita gente sentiu falta da trilha sonora mas ela foi manipulada para servir os ambientes e não o suspense das cenas. Um homem engajado que não é retratado como normalmente nas séries, ele não é pintado como infiel, sexualmente ativo demais, exagerado – ele é super preocupado com a política, monarquia. Essa série ”diferentona” conquistou, mas não acredito que leve o prêmio.

 

Quem foi esquecido?

Luther ganhou indicação de ator mas não de série? True Detective que inspirou a categoria nem foi lembrado, HBO se for continuar essa série vai ter que reformular. (Carol)

A categoria tem ótimos concorrentes, mas tivemos várias minisséries ótimas que ficaram de fora: The Casual Vacancy, Luther, Show me a Hero, London Spy, Childhood’s End, etc. etc. Todas melhores que AHS: Hotel, uma das piores coisas da TV em 2015. (Matheus)

Olha, TUT poderia estar muito bem no lugar de AHS: Hotel. (Amanda)

The Casual Vacancy e Show Me a Hero são grandes produções, que deveriam estar na lista. Ryan Murphy certeza que pagou um jabá, só pode. (Leo)

 

Quais as apostas?

Estou torcendo por Flesh & Bone, mas pode dar repeteco de Fargo que foi excelente. (Carol)

Fargo é a melhor dentre as indicadas e provavelmente levará o prêmio. Mas se Flesh and Bone vencesse, não seria ruim.  (Matheus)

Fargo! Falei muito alto? (Amanda)

Apesar de Flesh and Bone ser minha favorita, creio que Fargo leva essa, e bem merecido. (Leo)

 

Os dados foram lançados! Quem você acha que leva essa categoria?

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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