Globo de Ouro 2016: Quem são os melhores atores de Drama?

faixa ator drama

A contagem regressiva para o Globo de Ouro continua!

Depois de contar nossas apostas para a categoria de melhor série dramática, chegou a vez de revelarmos o que esperamos para ator e atriz de drama. Este ano, como sempre, várias surpresas apareceram na lista, e até representante brasileiro nós temos. Claro que a torcida está forte para Wagner Moura, não é?

Então, vamos lá!

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MELHOR ATOR

 

NarcosWagner Moura – Narcos como Pablo Escobar

Por Amanda Móes

Conhecido por boa parte dos brasileiros, já famoso em terras tupiniquins por papéis em novelas, minisséries e filmes brasileiros, eis que Wagner Moura, depois de uma interpretação de chamar os olhos hollywoodianos em Elysium, conquista seu lugar ao sol da Netflix interpretando um desafio. A história de Pablo Escobar é famosa na América do Sul, Central e Norte, afinal, um dos homens mais ricos, poderosos e perigosos que já houve por essas bandas não seria fácil de esquecer. Muito menos quando o dito cujo influenciou governos e países, na busca pelo poder. E com essa carga toda e mais um pouco que Wagner Moura interpretou (e continuará interpretando) Pablo na série Narcos. Desviando-se do sotaque espanhol – tão criticado por não ser fiel à língua – Wagner fez um trabalho excelente dando vida ao traficante do cartel de Medelín. Passando por mudanças físicas, características de Pablo ao longo dos anos retratados na série, Wagner conseguiu passar pela atuação a mesma seriedade, obstinação e força que levaram Escobar a ser temido por muitos, tanto na Colômbia quanto no mundo a fora. Resta esperar qual será o veredito dos juízes da HFPA com a sua atuação novata para terras gringas.

Jon Hamm – Mad Men como Don Drapermad-men

Por Matheus Pereira

Jon Hamm finalmente venceu o seu merecido Emmy na última edição do prêmio, encerrando uma trajetória impecável na pele de Don Draper. No Globo de Ouro, Hamm já venceu uma vez, em 2008. Agora, parece irresistível premiá-lo novamente. Jon merece por diversos motivos: o maior deles é o simples fato de que sua atuação é a melhor dentre os indicados. Além disso, sua trajetória precisa ser reconhecida. Hamm e Draper têm a mesma importância para a televisão contemporânea que Cranston e Walter White ou Gandolfini e Soprano. Ator e personagem entraram para a história e deixar essa caminhada passar em branco seria um erro. Para encerrar, Jon Hamm é um astro. Não daqueles que protagonizam blockbusters, sucessos de bilheteria, mas aquele ator clássico, que exala confiança e equilíbrio. Em meio a diversos atores estreantes, Hamm pode ter a experiência em seu favor. No fim, ainda seria uma forma da premiação homenagear Mad Men, que ficou de fora da categoria principal.

mr-robot-kid-620x375Rami Malek – Mr. Robot como Elliot Alderson

Por Caroline Marques

O novo deus grego das telinhas (com ascendência egípcia e grega), Rami teve um ótimo 2015 porque a crítica só fez elogiar seu trabalho. Incrível podemos dizer, Elliot é tudo o que foi programado pra ser, inteligente, meio impulsivo, questionador e misterioso. Quem assitiu Mr. Robot começou a ter dúvidas se o pai que ele conversava era real ou não, porque a interação foi muito bem filmada e ficamos em dúvida até o finalmente. O plot de construir um personagem vulnerável foi atingido com maestria e todos queriam ajudar Elliot em suas empreitadas meio alucinadas. A qualidade das críticas e dúvidas propostas pela série levaram o público ao delírio, porque claro, adoramos séries que não pisam em nenhum caminho superficial. Como acreditamos muito no personagem, as chances dele ganhar esse prêmio são grandes, torcendo para que eles reconheçam séries novatas, personagens bem construídos e de qualidade indiscutível.

Bob Odenkirk – Better Call Saul como Saul Goodmanbetter-call-saul-01_612x380

Por Matheus Pereira

Odenkirk já se destacava como coadjuvante em Breaking Bad; ao ter sua própria série, o ator segura as pontas e não decepciona. Bob é um ator de forme veia cômica e com potencial dramático considerável. A prova está em cada episódio de Better Call Saul, onde ele se desdobra em cenas que exigem o máximo de seu talento. Suas chances são boas. Comentei no outro post que o Globo de Ouro adora séries estreantes, e Odenkirk representa uma das melhores estreias de 2015. Além disso, o apelo emocional pode pesar: os amantes de Breaking Bad podem ver em Better Call Saul uma chance de premiar toda a mitologia criada por Vince Gilligan (um tanto subestimada pela premiação). Bob tem uma concorrência forte: Hamm é o melhor indicado e representa o fim de uma era, Wagner Moura pode surpreender, não se engane, e Rami Malek corre por fora e pode levar o ouro. A corrida está aberta.

Liev Schreiber – Ray Donovan como Ray Donovan

Por Amanda Móes

Não é de hoje que Liev é nomeado para prêmios, muito menos quando se trata do personagem Ray Donovan. Com sua terceira nomeação para o mesmo personagem, Liev mostra que a atuação que vem fazendo em Ray agrada a muitos e não deixa de ser maravilhosa. Mesmo em um páreo tão duro com concorrentes novos e antigos de prestígios, Ray teve seus momentos de maior complexidade na terceira temporada, o que certamente fizeram com que Liev elevasse sua atuação para englobar tais acontecimentos. Fossem pessoais da vida do personagem ou familiares, nesta terceira temporada entramos em um nível mais profundo da família Donovan com momentos que exigiram que Liev mostrasse tanto lados mais sensíveis, como traumas e lutas pessoais. Schreiber pode não parecer a maior aposta das pessoas no Globo de Ouro agora, mas se tem algo que a premiação já mostrou gostar de fazer é surpreender a audiência e a atuação dele não deixa arestas para reclamações.

 

MELHOR ATRIZ

 

Caitriona Balfe OutlanderCaitriona Balfe – Outlander como Claire Fraser

Por Caroline Marques

Essa irlandesa nasceu para interpretar Claire, uma das mulheres mais porretas da telinha atualmente, e também da literatura mundial. Claire Beauchamp Randall Fraser te faz sentir todos os tipos de sentimento, você vive com ela não importa o espaço de tempo em que ela se encontra. Aquele toque feminista, muita independência, inteligencia e amor movem essa personagem que não deixa a desejar a nenhuma dessa categoria. Viola pode ser favorita mas minha torcida está com Cait. Ela pode passar por muitos apuros mas sempre se sai muito bem de todos, mostrando a força pela qual foi indicada. É impossível assistir Outlander sem sentir junto com Claire. O que mais marcou sua personagem foi a jornada para resgatar Jamie do Capitão Randall, é um dos plots mais lindos que já li e assisti.

 

viola davis how to get away with murderViola Davis – How to Get Away with Murder como Professora Annalise Keating

Por Leo Sousa

Tatiana Maslany uma vez “reclamou” que, com a chegada de grandes atrizes do cinema na TV, as premiações tendem a preferirem elas. Bom, é um fato. No entanto, não tem como negar que Viola Davis é um furacão em tela. A protagonista de How to Get Away With Murder consegue levar a série dentro de um espiral de emoções, sem perder o equilíbrio. Ela consegue ser a vilã, a mocinha, a professora, a advogada, a filha, a namorada, e em cada um desses “papéis” determinar uma emoção diferente. É magistral o que Viola Davis faz na televisão, e acompanhada de um elenco novato mas cheio de presença, a atração ganha um tônico diferente. Na segunda temporada, ela consegue ser mais plural, e até mesmo no desequilíbrio emocional da sua personagem, determina uma plataforma segura para “botar pra quebrar”. É surpreendente. É inimaginável.

vanessa-ivesEva Green – Penny Dreadful como Vanessa Ives

Por Leo Sousa

Finalmente o reconhecimento chegou! Já se passaram duas temporadas de Penny Dreadful, e me perguntava se nenhuma banca de premiação enxergava o quão poderosa era a interpretação de Eva Green. A atriz, que já foi bond girl e guerreira persa, encara na atração da Showtime uma anti-heroína chega de preceitos e determinações. Com suas crenças – e sem muito esforço – Vanessa Ives faz todos os personagens girarem em torno dela. Primeiro porque ela é falha, sabe disso, e a cada instante explora sua fraqueza para potencializar a sua força, e isso rende cenas emocionantes. Depois, ela ainda não sabe do que é totalmente capaz, e busca nos conhecimentos alheios a raiz de seus problemas – como a participação inesquecível de Patti LuPonne. Merecido lugar entre as melhores da televisão.

 

Empire 2x03Taraji P. Henson – Empire como Cookie Lyon

Por Leo Sousa

Empire sem Cookie, não é Empire. Lucious é quem comanda todas as operações e tramas da série musical de Lee Daniels, mas quem dá uma personalidade marcante a todas as relações é a sua ex-mulher. Taraji P. Henson não era uma atriz tão conhecida quando a atração estreou na Fox, em janeiro de 2015, mas bastou um episódio para virar capa de revistas e destaque na internet. Cookie viralizou. Seu jeito incomum de lidar com os problemas familiares deu uma outra cara para a imagem da mulher na TV. Ela é sensível, aceita o filho gay do jeito que ele é, mas é durona com os negócios, e não se deixa passar pra trás. Quanto mais a gente assiste de Cookie, mais quer saber sobre ela, sobre seu passado, como uma mulher tão forte conseguiu parar atrás das grades. A segunda temporada potencializou suas relações familiares, e trouxe ainda mais elementos da sua história, deixando um rastro de pão para irmos colhendo, e é muito interessante quando isso acontece.

house-of-cards-saison-2-netflix-robin-wrightRobin Wright – House of Cards como Claire Underwood

Por Amanda Móes

Como é aquele ditado mesmo? “Por trás de cada homem de sucesso há uma grande mulher“. Essa definição se aplica quase 100% ao casal Underwood, exceto que Claire não está exatamente atrás de Francis mais e sim, ao seu lado. Nesta terceira, e sensacional, temporada de House of Cards Robin Wright elevou a personagem de Claire a um patamar novo, o da mulher que, mesmo já ciente de si, abre ainda mais os olhos e vê a falta algo em sua vida. Para Claire, foi uma mistura de realizar-se do seu lugar dentro do novo mundo na Casa Branca, suas ambições e felicidade, postas em um degrau abaixo, o que não foi fácil. Desde o começo de House of Cards, Francis e Claire sempre aparentaram andar lado a lado em seus sonhos e ambições, um sempre ao equilíbrio do outro mas, esse terceiro ano vimos o novo Francis Underwood, derivado do seu cargo de presidente e sua posição, e como esse novo Francis tem um relacionamento e ideias diferentes em relação a Claire. Essa faceta, sutilmente mais agressiva, em busca de se manter no topo,fez com que um lado antigo de Claire voltasse e não relevasse mais os acontecimentos. Esse lado, a transição para esse novo ponto de vista, a camuflagem de Claire, todos esse são pontos que Robin dominou e demonstrou muito bem ao longo da temporada, em especial com uma das cenas mais inesquecíveis do casal Underwood até agora, a partida simples, porém, impactante, de Claire da Casa Branca e a incógnita que paira sobre a série com isso. E por mais um ano, Robin Wright traz aos telespectadores uma Claire especial, humana e mutável.

Quem ficou de fora? 

Onde está Mads Mikkelsen por Hannibal? Ele foi supremo da temporada final. (Carol)

Concordo com a Carol, onde está o Mads Mikkelsen? A interpretação dele foi soberbe demais, carregar um personagem interpretado por Anthony Hopkings e fazer justiça é para raros! E senti falta do arroz de festa, ops, Claire Danes, mesmo já sendo vencendo e tudo, ela continua com uma atuação no ponto em Homeland, e o mesmo se aplica a Kevin Spacey e o querido presidente, sem votos, Francis Underwood.  (Amanda)

Do lado dos atores, dois nomes fazem muita falta: Kevin Spacey, por House of Cards, e, principalmente, Clive Owen, por The Knick (o melhor ator do ano, disparado). Do lado feminino, onde está Ruth Wilson, que despertou tanto amor na edição passada? (Matheus)

Quem vai ganhar:

Amanda:  Acho digníssimo Viola ganhar, além do merecimento o timming é perfeito com a vitória do Emmy mas, acho que Eva Green também vem abalando estruturas com sua atuação. E em relação aos homens, bem que podiam premiar mais de um esse ano, né?

Carol: Viola ganha mas eu torço pra Caitriona!

Leo: Depois do Emmy e aquele discurso emocionante, com certeza a estatueta já está na mão de Viola Davis. No lado masculino, Wagner Moura tem o apelo do público e foi uma das grandes surpresas, mas seria interessante ver Rami Malek levando.

Matheus: O hype de Viola é grande e ela é uma atriz de cinema (o que os votantes adoram). Assim, Davis é a favorita. Quem merecia, porém? Eva Green, sem sombra de dúvidas. Do lado dos homens, seria ótimo ver Wagner Moura nos representando, mas quem provavelmente vencerá e quem merece é Jon Hamm, que já levou um Globo em 2008 e merece mais um.

Equipe Mix

Equipe Mix

Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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