Gotham – 1×05 – Viper

Gotham 1x05

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As conexões com as HQs não param de surgir em Gotham. Entretanto, mesmo com uma história bem amarrada, o episódio desta semana não me agradou em alguns aspectos.

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Em Viper, vemos uma droga surgir em Gotham City, que quando injetada na pessoa, proporciona-lhe uma super força temporária, levado-os a morte logo em seguida. Este “veneno” que começa a se espalhar pelas ruas de Gotham é uma clara referência ao vilão Bane. Será deste composto que, mais a frente, nascerá o monstro que quebra a coluna de Batman!

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O veneno se espalha na cidade através de um homem ligado a WellZyn, um laboratório subsidiado pelas Empresas Wayne. A motivação para que a droga se espalhasse foi boba, assim como a caçada de Gordon e Bullock em si. Não sei, mas este esquema dos dois sempre correrem atrás do bandido, conseguir prendê-los e assim encerrar-se mais um caso da semana, é uma fórmula que talvez desgaste Gotham. Não sei, mas talvez exista alguma outra forma de poder carregar um procedural com esta série. Talvez até este esquema possa funcionar, mas Gordon e Bullock precisam sofrer alguma alteração, pois os dois ainda não conseguem passar nenhum tipo de emoção no momento.

Claro que, em cinco episódios, já podemos contar com algum plot bacana ligado ao Pinguim. O vilão já assumiu o papel de protagonista deste show, isso é inegável (já deu uma olhada no Mix Legendas dessa semana?). Entretanto, mais uma vez, terei que ser duro com Gotham: não dá para contar apenas com um personagem. Porque se não, a consequência de ter que explorá-lo bem, pode não ser tão boa. Por exemplo, em Viper, o Pinguim entregou muito fácil a sua história com Mooney e Falcone para o Maroni. Ele poderia ter articulado isso um pouco melhor não acham? E ainda precisou envolver o Gordon que tava lá quieto na dele.

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É inegável claro, o quanto está sendo interessante poder ver a ascensão de Cobblepot como mafioso. Mas depois que a série confirmou 22 episódios para esta temporada, é melhor as coisas irem um pouco devagar.

Mas, algumas coisas funcionaram. Eu estou com esperanças de que este plot da Fish Mooney dê em algo. Sua determinação em derrubar Falcone está começando a ficar interessante e neste episódio vimos um avanço dela com sua “arma”. Liza apareceu completamente transformada no final, e parece que a coisa já começar a esquentar no próximo.

Porém, o trunfo desde episódio foi mesmo o pequeno Bruce. Eu tinha medo de acontecer exatamente o que aconteceu aqui: que Bruce virasse um garoto prodígio e já começasse a realizar investigações – principalmente com Gordon. Mas de alguma forma, essa sua vontade de desvendar o esquema de Arkham com as Empresas Wayne deu muito certo. O personagem mandou muito bem, e, cá entre nós… a cena final de Alfreld sentando com Bruce para analisar os relatórios foi sensacional.

Gostei da inserção deste veneno na história, e a “presença” de Bane naquele universo – mesmo que ele só vá aparecer por ali daqui uns vinte anos. Gotham precisa continuar seguindo este caminho, mas precisa ainda saber como fazer Gordon e Bullock não serem peixes fora d’agua. Não é algo difícil de se fazer, e pode ser que isso melhore com o tempo.

Semana que vem tem mais 🙂

Ps: pescaram o easter egg na cena em que Bruce está investigando na sala da mansão Wayne? Na TV estava passando Zorro antes do plantão jornal. O personagem da Disney é que inspira o Wayne a se tornar Batman. Além disso em algumas versões, Thomas e Martha Wayne são assassinados após a saída do cinema com o filme de Zorro!