Gotham – 3×14 – The Gentle Art of Making Enemies

Imagem: Youtube
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Palmas, palmas e mais palmas. Após 13 episódios isentos deste sentimento, terminei “The Gentle Art of Making Enemies” exclamando “F#[email protected] pra [email protected]@l*o“. Belíssimo trabalho de Gotham, com um texto coeso e edição excelente. Quem dera se, toda semana, a série fosse assim.

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Neste episódio, o arco de Jerome avançou e, como sempre, mais uma vez se encerrou. Mas achei tudo ótimo e necessário. A história, a duração… E, bem, após este episódio, fica a dúvida se eles farão realmente do Jerome o futuro Coringa, ou apenas uma inspiração para o que palhaço do crime será um dia. De qualquer forma, em minha cabeça, aceitaria que o Coringa que conhecemos fosse Jerome. Primeiro, porque todos os trejeitos, risadas e aspectos estão ali. O personagem é insano, quer criar o caos e só está ali para ver o circo pegar fogo. Segundo, porque o Coringa não tem uma história de origem oficial. E, terceiro, o personagem tem uma idade aceitável para se equiparar a Bruce Wayne, porque, se o Coringa estivesse no mesmo patamar do Pinguim e Charada, por exemplo, que foram apresentados mais velhos, a coisa não iria funcionar. Parece que a série quis deixar claro que, sim, há uma grande possibilidade dele ser mesmo o Coringa.

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Mas vamos a história; em “The Gentle Art of Making Enemies“, Jerome tem apenas um objetivo: matar Bruce Wayne. Esta era a última coisa que lembra de quando era vivo e, na sua cabeça, ele precisa terminar este seu “Ato”. Claro que, para o pseudo Joker chegar até o milionário, houve algumas voltas, até mesmo para a “GiCiPiDi” descobrir o plano – e criar mais uma torta de climão entre Jim e Lee (até quando, gente?).

Imagem: FOX
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Agora, engana-se quem acha que foi Jerome o centro das atenções. Na verdade, tudo girou em torno de Bruce Wayne. E, em três temporadas, essa foi a primeira vez que, genuinamente, eu gostei do garoto. Ele foi incrível. Primeiro, em tirar Jerome da Mansão Wayne e ganhar tempo até a polícia chegar. Segundo, em se manter calmo, conseguir escapar e, ainda, ter uma belíssima cena de confronto com seu – possível – arqui-rival. O sangue nos olhos de Bruce era visível, a vontade de fazer justiça com as próprias mãos. Mas foi ali, com Jerome no chão, que ele viu a linha que separa “Justiça” de “Vingança”. Podemos dizer que a essência do que Bruce carregará como Batman, nasceu neste episódio. E foi incrível.

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Um acerto claro dos produtores: não matar Jerome mais uma vez. Eles perceberam a burrada que fizeram, e deram um jeito de trazê-lo de volta à vida. Ainda bem. Talvez devêssemos abraçar este Coringa que, convenhamos, está demais. Excelente personificação de Cameron Monaghan, que chega dar medo. Inclusive, fizeram piada sobre tal. “Provavelmente ele daria um jeito de ressuscitar novamente”, ironizou Jimbo ao ouvir Bullock falar sobre o rapaz não morrer e, sim, estar preso.

Meio de canto, ali, como quem não quer nada, a história de Edward e Oswald encontrou seu clímax. Tudo foi revelado e o Pinguim quase enfrentou seu destino. Por muito pouco, ele não morreu. Mas o enfrentamento, na baia de Gotham City foi espetacular também. Perceberam a mesma fala em Oswald usada por Fish, usando o papo de “eu criei sua imagem”? Pois é, mas o Charada mostrou ser mais frio, sem qualquer tipo de compaixão. Ele atirou à queima roupa no Pinguim e, em sua cabeça, encerrou a história do mafioso por ali. Claro, sabemos que o Pinguim não morreu e vai sair dessa. Estou curioso para saber como, mas confesso que mal posso esperar para ver Edward se tornando, de fato, o Charada. Ele dará bastante trabalho para a Polícia. Mas, por favor, não enfiem para ele essa história de virar mafioso, pois já está bem saturado.

Não vou negar, estou satisfeito com o episódio e com a série. Vou até esquecer umas raivas que passei na primeira metade desta temporada. Este arco de três episódios foi maravilhoso e Gotham pode, sim, ressurgir das cinzas. Agora, só teremos episódios inéditos no dia 24 de abril. Parecerá uma longa espera, não acham?

Bat-Nota 1: Esse episódio funcionou tão bem, que conseguiu até concertar a omissão da Corte das Corujas em todos os eventos anteriores. A promessa é que a destaquem-na ao retornar com episódios inéditos, pois reafirmo – temos uma excelente trama na mão que não é explorada.
Bat-Nota 2: Infelizmente, Selina ficou de fora de toda ação e é uma pena. Ela teria sido um ingrediente ainda maior para fazer este episódio ser melhor ainda.
Bat-Nota 3: Seria meu sonho se Gotham fosse sempre assim?

 

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