Gotham – 3×21/3×22 – Destiny Calling/HeavyDirtySoul [SEASON FINALE]

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Alguém perdeu o fôlego? Quanta coisa para processar… Uma season finale dupla, com muitos acontecimentos e um encerramento digno para uma temporada bem mediana de Gotham.

A primeira parte da finale começou exatamente onde havíamos parado, com a bomba da Corte explodindo e espalhando o vírus por grande parte de Gotham City. A vantagem é que Gordon já estava infectado e, mesmo com o vírus, soube se controlar – pelo menos em grande parte, sendo o elo de esperança que todos tinha para que a cidade fosse salva. O detetive evoluiu, e desde a primeira temporada sua personalidade tem crescido. Tudo o que ele fez nesta final, inclusive envolvendo Lee só mostrou o quão ele as vezes se prioriza em prol de todos. E isso moldará o caráter de Gordon para sempre. Na primeira oportunidade de uma cura para o vírus, ele não pensou duas vezes em dar a dose para a Dra. Thompkins, que relutou obviamente. Mas em um último ato entre o casal mais respeitável que esta série teve até hoje, Gordon mostrou o quão digno ele é, e o quão ele merece para que torçamos por ele.

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Em meio ao caos na cidade, Bruce continuou com sua imersão plantada pela Corte, que descobrimos estar servido à um propósito maior – o de Ra’s Al Ghul. A cabeça do demônio, um dos mais icônicos vilões de Batman foi introduzido na série e fiquei bem animado com essa história. Foi bem interessante ver a ligação da Corte das Corujas com essa história, e essa parte mística da mitologia do Homem Morcego é apaixonante. O jovem Wayne passou por um teste de fogo, que foi assassinar Alfred. Porém, foi somente isso que o despertou para o lado emocional que ele havia bloqueado. Claro, Alfred não morreu graças ao Poço de Lázaro, que Ra’s usa para rejuvenescer. Mas diante deste plot, Bruce encontrou um propósito que o próprio vilão enxergava no garoto. Agora, é questão de tempo até que Wayne se entregue a Liga dos Assassinos e comece o seu árduo treinamento que o conduzirá para se tornar o Batman.

Sobre a trama dos outros vilões, achei tudo meio corrido, e jogado as pressas. E eles tiveram tempo para desenvolver, mas parecia que era muita informação para pouco tempo. Fora a pilha de cadáveres que acabou sendo inserida no episódio: Fish Mooney, Butch, Barbara e até mesmo Ed – que sabemos que não morreu, obviamente, ao ser congelado.

O futuro de Butch também ficou incerto, e seria meio forçado ele sobreviver à um tiro na cabeça. Porém, a reviravolta veio quando descobrimos sua verdadeira identidade no hospital: Cyrus Gold. Para os fãs dos quadrinhos, sabemos que se trata de Solomon Grudy, um icônico vilão do Batman e que pertenceu à Legião do Mal. Solomon é um zumbi e tem a habilidade de voltar do mundo dos mortos. Logo, sabemos como isso irá terminar.

A luta entre o Pinguim e o Charada foi interessante, ficamos nessa apreensão para vermos quem iria se sair melhor e no final Oswald foi mais astuto. Talvez, o que tenha mais pesado para Nygma foi ver seu inimigo sendo mais inteligente que ele. Já Barbara, acabou dançando no chicote de Tabitha, que ficou furiosa ao descobrir que Butch havia sido assassinado. Esse triângulo explosivo iria dar problema em algum ponto. E acabou que a irmã de Galavan é que sobreviveu. Confesso que não gostei da morte da Barbara, afinal ela se tornou uma personagem relevante e cresceu bastante quando se tornou vilã. Mas em uma cidade repleta de tal, alguns acabam sendo eliminados.

Mas Tabitha parece ter arrumado uma outra ocupação, quando no final do episódio vemos ela interagindo com Selina, que soube utilizar muito bem seu chicote. Uma cena que agradou qualquer fã, e introduziu a Srta. Kyle para o caminho que a tornará um dia na Mulher Gato.

Das tramas encerradas, Lee acabou deixando Gotham City – o que também já era esperado, mas deixando em aberto seu relacionamento com Gordon. Ela deixou claro que não pode mais viver ali, em meio aquela loucura, e sabe que a cidade precisa de Jim mais do que ela. Foi até nobre, mas fico triste. Adoro os dois, e será uma pena não tê-la na próxima temporada. Espero que algum ponto ela retorne e esse casal tenha algum tipo de esperança.

A cena final foi de arrepiar. Um casal, com sua filha, andando em um beco de Gotham City e acabam sendo assaltados. Porém, a ação, que tinha tudo para se repetir e acontecer exatamente como os Wayne, acaba sendo impedida por alguém encapuzado – e que descobrimos ser Bruce. O garoto estava pronto para abraçar seu destino. Um tanto quanto novo, claro, mas lembramos que o garoto já está com 16 anos, e muito em breve ele já terá os 20 anos próximos de quando Bruce se torna o Batman. Logo, o árduo treinamento que o Wayne passa com a Liga dos Assassinos durante anos está prestes a começar.

Mais alguém ansioso?

Apesar de ter achado a temporada meio fraca, principalmente se comparada com a segunda temporada, foi um prazer resenhar Gotham pelo terceiro ano. E mal posso esperar pela próxima temporada.

Nos vemos em setembro aqui no Mix de Séries. Até lá!

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