A Grande Jogada: Merecidamente indicado ao Oscar

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A Grande Jogada (Molly’s Game, EUA, 2017) estreou no Brasil dia 1º de fevereiro e traz a estreia como diretor de um dos melhores roteirista da atualidade, o aclamado Aaron Sorkin. Apesar de debutar como diretor, Sorkin já tem no currículo um Oscar de melhor roteiro adaptado por A Rede Social (2010) e Emmys pela série The West Wing. É também o responsável, dentre outras produções, por Steve Jobs (2015), O Homem que Mudou o Jogo (2011) e Questão de Honra.

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Sorkin é especialista em adaptar histórias reais às telas de cinema e sua marca registrada está na utilização de diálogos (e monólogos) rápidos, inteligentes e cheios de informações relevantes. Em “A Grande Jogada” não é diferente. O filme é mais uma grande obra do direito/roteirista e, assim como em A Rede Social, Sorkin faz uso de uma linha narrativa que não necessariamente segue uma ordem cronológica, trazendo mais profundidade à história.

A Grande Jogada é a adaptação da biografia de Molly Blom, entitulada  ”Molly’s Game: From Hollywood’s Elite to Wall Street’s Billionaire Boys Club, My High-Stakes Adventure in the World of Underground Poker”. A história gira em torno de Molly, também conhecida como “Princesa do Poker” e interpretada por Jessica Chastian. Molly é uma ex-esquiadora que se vê obrigada a mudar de vida após sofrer um acidente nas Olimpíadas de Inverno. Filha de um psicólogo exigente, Blom decide se mudar para Los Angeles e, em um misto de sorte e ambição, passa de garçonete à organizadora milionária dos mais exclusivos jogos de high stakes poker. Tais eventos contaram com a presença de diversas celebridades conhecidas como Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Ben Affleck e Tobey Maguire.

O filme toca num ponto importante, acerca da essência de esporte mental do poker – e ele não poderia estar mais correto. Em 2010, o poker foi oficialmente reconhecido como um esporte mental pela International Mind Sports Association (IMSA), sendo necessário muita aptidão e estratégia para realmente ir bem no esporte.

A trama, apesar de se relacionar com o mundo do poker, não foca no jogo em si e vai muito além. A dinâmica entre Molly e seu advogado, Charlie Faffey – interpretado por Idris Elba -, é incrível e um ponto alto do filme. Além disso, há também os conflitos entre a protagonista e seu exigente pai e o caso do “Jogador X”, supostamente baseado no ator Tobey Maguire.

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A atuação de Jessica Chastian é um show à parte. A atriz consegue dar vida a uma personagem feminina forte e ao mesmo tempo complexa. Cheia de qualidades, mas que também possui as suas falhas e que passa por uma série de eventos e emoções nos envolvendo neles.

Chastain não apenas é incrível em sua interpretação da personagem, como foi escolhida para viver a protagonista pela verdadeira Molly Bloom. Foi a própria Bloom que disse a Sorkin que queria Chastian no papel. Bloom acertou em cheio, não acham?

Em suma, a habilidade de Sorkin em adaptar histórias reais, assim como aconteceu como A Rede Social, rendeu-lhe, mais que merecidamente, uma indicação ao Oscar de melhor roteiro adaptado e o filme, apesar de não ser isento de defeitos, é sim um ótimo entretenimento.

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Mestre em História, apaixonado por mídias, é o editor responsável e idealizador do Mix de Séries. Eterno órfão de Friends, One Tree Hill e ER, acompanha séries desde que se entende por gente. No Mix é editor de colunas e de notícias, escreve a coluna 5 Razões e resenha a série Gotham.

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