Algumas das melhores séries da televisão têm algo em comum: protagonistas que, apesar de estarem no centro da trama, não conquistam nem um pouco da simpatia do público. Seja por decisões questionáveis, egos inflados ou atitudes francamente tóxicas, esses personagens principais se tornaram alvos de críticas — e memes — ao longo dos anos. Mas, curiosamente, são também esses “protagonistas problemáticos” que tornaram suas séries tão cativantes.
Confira abaixo uma seleção de séries renomadas com personagens centrais que nos fizeram torcer… contra eles.

Grey’s Anatomy – Meredith Grey
Meredith (Ellen Pompeo) pode ser a alma do drama médico mais duradouro da TV, mas suas escolhas duvidosas nas primeiras temporadas a tornaram difícil de defender. Entre implorar por amor a Derek “McDreamy” e suas constantes decisões autodestrutivas, ela oscilava entre genial e irritante. Mesmo com seu crescimento ao longo dos anos, muitos fãs nunca esqueceram os tropeços iniciais.

Dawson’s Creek – Dawson Leery
Com seu amor por cinema e postura de “cara legal”, Dawson (James Van Der Beek) parecia o herói adolescente ideal. Mas na prática, se mostrou um narcisista indeciso, sempre julgando os amigos e agindo como vítima. Seu ego e moralismo constante contrastavam com a maturidade dos personagens ao redor — especialmente Joey e Pacey, que conquistaram o carinho do público.

Glee – Rachel Berry
Talentosa? Sim. Carismática? Nem tanto. Rachel (Lea Michele) era uma estrela nata, mas seu egocentrismo e mania de grandeza a tornavam insuportável em diversos momentos. As crises por não ser o centro das atenções eram frequentes, e sua falta de empatia dificultava até as vitórias mais merecidas. No coral New Directions, ela destoava pelo excesso.

Lost – Jack Shepard
Logo no início, Jack (Matthew Fox) foi apresentado como o líder nato dos sobreviventes. No entanto, ao longo das temporadas, seu comportamento controlador e sua autocomiseração passaram a cansar. Enquanto personagens como Sawyer evoluíam, Jack parecia cada vez mais preso ao próprio ego. Apesar de uma redenção no final, seu caminho foi turbulento.

Orange Is the New Black – Piper Chapman
Inspirada na autora Piper Kerman, a versão fictícia de Piper (Taylor Schilling) era… bem menos interessante que suas colegas de prisão. Mimada, egocêntrica e frequentemente inconsequente, ela passava longe da complexidade de personagens como Taystee, Red ou Suzanne. Quando tentou se reinventar como “gangsta”, só confirmou que o protagonismo havia mudado de mãos.

How I Met Your Mother – Ted Mosby
Romântico incorrigível ou apenas insuportável? Ted (Josh Radnor) dividia opiniões, mas muitos não suportavam seu jeito possessivo, moralista e suas decisões amorosas desastrosas. Ao longo de nove temporadas, suas atitudes egoístas — especialmente com Robin — tornaram a famosa história de “como conheci sua mãe” mais frustrante do que fofa.

Sex and the City – Carrie Bradshaw
Moda, colunas sobre amor e muitos dramas: Carrie (Sarah Jessica Parker) parecia viver a vida dos sonhos. Mas a escritora revelava-se frequentemente egoísta, invasiva e incapaz de reconhecer os limites alheios. Suas escolhas amorosas — especialmente com Mr. Big — e sua postura diante das amigas tornaram difícil defendê-la, mesmo nos seus momentos mais icônicos.

Gossip Girl – Dan Humphrey
Dan (Penn Badgley) era o forasteiro que observava o mundo glamouroso da elite de Manhattan… até se revelar tão podre quanto todos eles. Arrogante, hipócrita e com uma falsa aura de superioridade moral, ele acabou protagonizando um dos maiores twists da TV — e provando que o verdadeiro vilão às vezes é quem narra a história.