Grimm – 6×04 – El Cuegle

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Imagem: Arquivo pessoal

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“Previu nosso destino, pelo decreto dos deuses, todos ouviram e ninguém acreditou”

Na review passada, eu fiz uma crítica pesada à Grimm, pelo fato de abordar casos da semana em sua última e reduzida temporada. Existem boas tramas na série que não devem ser marginalizadas, principalmente se for em detrimento a histórias passageiras.

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A série, surpreendentemente, já havia se livrado de seu vício narrativo que era a sempre presente abordagem a respeito da rivalidade entre Sean e Nick. O lamento fica por conta de que isso aconteceu apenas para Grimm voltar ao seu lugar comum. De qualquer forma, não adianta chorar pelo leite derramado (já dizia vozinha). Se era para voltar com os casos da semana, que ao menos, fosse um caso interessante. E graças aos Deuses, foi isso que aconteceu.

“El Cuegle” foi um episódio na medida. Apesar de não trazer novidades para a série, trouxe um frescor que estávamos precisando. A escolha de não abordar um Wesen convencional (Blutbaden, Fuchsbau, Hexebiest) foi bem acertada. Grimm sempre se destacou mais nos episódios em que os Wesen são “reais” em alguma cultura. Seja o Wendigo na cultura estadunidense, seja o Anubis na cultura egípcia, o El Cucuy na cultura espanhola, a série sempre foi melhor assim, usando de lendas ao seu favor. O Wesen que dá título ao quarto episodio foi um dos mais interessantes, houve toda uma preocupação em criar uma história e objetivo para o personagem. A questão da justificativa que o El Cuegle usava para cometer suas atrocidades foi muito bem pontuada, trazendo aquela velha discussão de Maquiavel: Os fins justificam os meios? O episódio também deu uma leve flertada com uma crítica social muito importante, que é a necessidade absurda que algumas pessoas tem de compartilhar suas vidas na internet. Essa história de você narrar cada passo seu e colocar sua localização em redes sociais é algo perigosíssimo e a série fez muito bem ao abordar isso.

As duas melhores personagens da temporada também avançaram na história, dando algumas pistas a respeito das histórias em que elas serão inseridas. A primeira é Juliette/Eve que segue com o caso de investigação da varinha e do pano mágico. A personagem, assim como Nick, parece estar sendo estranhamente atraída pelo objeto e isso parece que dará muito pano pra manga. Espero que dessa história saia algo interessante que consiga dar uma sobrevida maior para a personagem. Com a extinção da Muralha de Adriano, Eve (Ou será Juliette? Ai, gente, nem sei mais…) perdeu sua função na narrativa, ela está meio que deslocada. O que é uma pena, pois gosto muito dela e a cena em que ela presencia a conversa entre Adalind e Nick cortou meu coração. Torço para que os roteiristas não decidam levá-la novamente para o lado sombrio, apenas para justificar sua morte ou qualquer outro fim que não seja com a “liga do bem”. Independente dela ficar com Nick ou não, Juliette merece um final digno. Merece ser feliz.

A outra personagem é Diana. Parece que a nossa mini Hexenbiest vai ter um papel importante na movimentação da trama daqui pra frente. É claro que Diana não vai aceitar a relação da mãe com o nosso Grimm, e a convivência dela com o pai não vai ajudar isso. A alienação parental que a menina vai sofrer é pesada. Ela já não tem um afeto natural por Nick e a tendência é piorar. Fora que ninguém sabe a extensão dos poderes dela, nem se ela tem controle sobre os mesmos… O bicho pode pegar feio em Grimm e mal podemos esperar por isso.

Sweet Grimm: O caso Sean e Meisner deu um nó na minha cabeça. Ao contrário do que eu pensada, Meisner não está vivo e eu não faço a mínima ideia do que está acontecendo.

Sweet Grimm 2: Aquela conversa entre Monroe e Rosalee já ensaia a despedida deles da série, o que pode acontecer antes do último episódio. Sempre amei os dois personagens e desejo toda a felicidade do mundo para eles.

A promo do próximo episódio nos apresenta mais um caso da semana e os desdobramentos da jornada de Juliette em descobrir a origem e os efeitos da varinha mágica. O que será que vem por aí? Deixem nos comentários suas teorias. Até o próximo episódio. 😉

 

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