Grimm – 6×05 – The Seven Year Itch

Imagem: Arquivo Pessoal

 

“Quando algo coça, meu querido senhor, a tendência natural é coçar”.

Pelos deuses, que episódio ruim foi esse? Fazia tempos que Grimm não nos apresentava um capítulo tão desinteressante. E digo isso porque até mesmo nos episódios “meia boca” sempre existiam pelo menos uma coisa interessante em contraponto as coisas ruins, mas aqui nem isso aconteceu. Assisti duas vezes e cheguei a conclusão que não tem nada em “The Seven Year Itch” que se salve. E isso me entristece muito, porque eu não imaginei que estaria na última temporada de Grimm fazendo reviews tão pessimistas… Mas vamos lá!

Aqui temos, mais uma vez, um caso da semana em detrimento das tramas dos personagens. E como foi dito aqui na semana passada, se os casos da semana fossem interessantes, não nos importaríamos muito com a decisão de não focar essa última temporada na história de seus personagens. O problema que é ao contrário de “El Cuegle”, que contou com um caso da semana promissor e com uma interessante mitologia criada ao redor dele, esse quinto episódio não teve isso. Toda a trajetória desse novo Wesen, começando na sua apresentando, passando para o seu “desenvolvimento” e chegando na sua conclusão foi de um extremo amadorismo.

Percebam, de certa forma, Grimm nunca foi de se aprofundar em seu próprio universo. Tirando os Wesens, que fazem parte de sua narrativa principal – Monroe como Blutbaden, Rosalee como Fuschbau e Adalind como Hexenbiest – a série nunca foi de colocar mais destaque as criaturas que criava; a tradição sempre foi utilizá-los como casos da semana. Eles sempre chegavam, logo se revelavam como a investigação policial da vez de Nick e tinham seu fim no final do episódio. Raríssimos tiveram um arco de dois ou três episódios e, quando isso aconteceu, era para servir a narrativa de algum outro personagem, geralmente de Nick, e nunca para contar suas próprias histórias.

Portando, Grimm sempre foi uma série procedural, como as séries policiais, o que a colocava em destaque as suas “tramas fantasiosas”. Apesar de ter conseguido criar um universo e mitologias próprios, a série nunca levou isso a sério. Trocando em miúdos, a série sempre foi “feijão com arroz” e isso não é um demérito, pois mesmo assim ela fez sucesso. Essa narrativa básica conseguiu nos conquistar, mas raras coisas boas duram por um longo tempo, não é?

Conforme a série foi avançando nas suas temporadas, essa forma de contar a sua história começou a incomodar. Por isso o declínio de audiência a cada temporada. Tratar Monroe, Rosalee e alguns outros poucos, como Wesens “fora do meio” não foi uma decisão narrativa inteligente. Pintar os Wesens sempre como os vilões e os humanos como as vítimas não é muito bacana. A série fez sucesso? Sim! A sua fórmula deu certo? Sim! Mas essa fórmula tinha um prazo de validade muito curto. A altura de sua terceira temporada, Grimm deveria ter revelado os Wesens para o mundo e a a partir daí, contado a história desses e a sua tentativa de serem aceitos pela sociedade. Essa decisão teria trazido um ótimo frescor a trama, mas seus criadores preferiram deixar a serie continuar a andar em círculos, deixar a história cansar e hoje ela vai se despedir sem o mesmo sucesso de outrora.

A respeito desse quinto episódio, infelizmente, até seus aspectos técnicos foram negativos. Grimm nunca foi uma série que apresentou ótimos efeitos visuais. Entretanto, tanto ela como Once Upon A Time nos provaram que o telespectador perdoa a ofensa visual se a história valer a pena. Algumas criaturas da série tiveram visuais extremamente bizarros, mas dessa vez os produtores passaram da linha. Grimm, nunca apresentou Wesens tão cartunescos… E isso não é um elogio.

Espero, verdadeiramente, que o sexto episódio tenha subido o nível. Até a próxima. 😉

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