Há 5 anos Chicago Fire estreava sem a dimensão da série que se tornaria

10 de outubro de 2012: entrava no ar uma série que chegava tímida naquela Fall Season, mas que aos poucos se tornaria uma das queridinhas do público – Chicago Fire.

Chamando a atenção pela produção de Dick Wolf, a série criada por Derek Haas e Michael Brandt vinha para preencher uma grade da NBC que carecia de séries como esta. A condução dela, na verdade, me lembrou muito a forma como E.R. – Plantão Médico havia sido construída dentro da emissora. Com histórias dramáticas, envolvendo os personagens, a série tinha uma protagonista apenas – a profissão de bombeiro. Porém, com o passar do tempo, vimos que Chicago Fire não era um drama procedural, mas sim uma série que se importava com os personagens, fazendo deles peças fundamentais para sua trama.

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Voltando naquela época, a série não havia dimensão da franquia que se tornaria. Ela me chamou atenção pelo elenco maravilhoso, que trazia Jesse Spencer – recém saído de House – encabeçando seus companheiros. Poderia ser só mais uma série com vários rostinhos bonitos, mas não foi. Em pouco tempo ela criou mais três séries derivadas, todas associando a profissão de heróis da cidade de Chicago com seus dramas pessoais. De toda a franquia, eu diria que a mais pessoal é Chicago Fire. Não que Chicago P.D. e Med não explorem tramas pessoais, mas Fire se preocupa mais em desenvolver e cativar o espectador com elas, ao contrário das outras duas que focam mais no lado “procedural” (casos da semana).

No episódio exibido naquele 10 de outubro, éramos apresentados aos personagens Casey, Severide, Dawson, Shay,  Mills, entre outros, e mal sabíamos que nos apaixonaríamos por todos eles. O ponto de partida é a morte de um bombeiro, Andy Darden, que se torna vítima fatal de um atendimento do Batalhão 51. Severide não aceita a morte do colega e culpa Casey pelo acontecimento. Ao mesmo tempo, Peter Mills chega à equipe no lugar de Darden e precisa conquistar a confiança dos seus novos colegas de profissão. Com isso, vamos sendo apresentados aos turnos e suas missões perigosas.

Me lembro que naquela época assisti ao piloto e logo a série me cativou. Ela havia cumprido o seu papel mas ao mesmo tempo ela criava expectativas para uma melhora. E foi exatamente isso o que aconteceu. Ao longo do tempo, Chicago Fire foi crescendo de forma que cada vez mais as pessoas começavam a ver a série, se tornando um sucesso de audiência para o canal. A ramificação para outras séries foi natural, mas nenhuma ainda atingiu a estabilidade de Chicago Fire, e creio que isso seja por conta da conexão com seus fãs.

Todos nós sofremos com a morte de Shay na segunda temporada, uma personagem que começou de mansinho sem muita expressividade e logo conquistou nossos corações. Sofremos também com as separações de Casey e Dawson, com a partida de Mills, e mais recentemente com o cliffhanger que quase matou vários personagens. Nada disso aconteceria se a série não se preocupasse em se conectar com o seu público e é por isso que Chicago Fire precisa comemorar seus cinco anos com muitas felicidades por sua conquista.

Elenco encabeçado por Jesse Spencer e Taylor Kinney em Chicago Fire.

Cinco anos, seis temporadas, 118 episódios e contando. Temos mais é que celebrar esse aniversário e torcer para que Chicago Fire fique no ar ainda por muito tempo abrilhantando nossas semanas com episódios fantásticos e emocionantes.

Parabéns para nossa mãe das Chicagos, a original e precursora dessa franquia que é única!

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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