Happy Endings: a série de amigos mais AH-MAH-ZING de todas

Imagem: Divulgação/ABC

Essa semana rolou uma grande polêmica aqui no Mix, polêmica essa que envolvia a tal amada Friends, e aquela que é acusada de ser sua cópia, How I Met Your Mother. A grande questão era: “qual a melhor série de amigos”, e os pontos onde as duas se parecem. Não vou entrar no mérito da discussão aqui, afinal não sou a maior fã de Friends – apesar de entender todo o auê envolta da série –  e HIMYM foi maravilhosa por um tempo bem mais curto que a sua existência. Só vou afirmar algo que para os mais conservadores pode até ser polêmico: na batalha da melhor série de amigos, a vencedora é a caçula, e QUE infelizmente também já nos deixou, Happy Endings.

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“Ahhh, mas Happy Endings é uma cópia de Friends e mimimimimi…” Amigo peraí, segura o tchan um pouquinho e vamos conversar. Cópia? Não. Inspirado? Até pode ser. Happy também narrava a história de seis amigos em uma grande cidade americana, e também tinha uma noiva fugitiva no seu início. Ok, as semelhanças param aqui. Afinal esses amigos em nada se parecem com aqueles mais famosinhos lá, que muita gente adora venerar; a cidade no caso é Chicago, e não Nova York; e a noiva é loira também, mas Alex e Rachel são bem diferentes uma da outra. E o noivo no caso, também faz parte do grupo de amigos.

Com três temporadas, a série de David Caspe narrava a história de seis amigos, Dave, Alex, Penny, Max, Brad e Jane, que viviam em Chicago. O início – como já citamos – mostra o quase casamento de Dave e Alex, que é interrompido após um louco de patins entrar na igreja e levar a noiva, que desiste do casório. O grande dilema aí está em como continuar com o grupo após o fim do relacionamento de Dave e Alex. E é com essa premissa que Happy Endings ganhou nossa atenção.

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Aí você vai dizer, “ah tá, mas é uma história básica, nem tem nada demais”. Pois é, não tem mesmo. Mas a graça de Happy Endings está mais no jeito que a história é contada, na mistura do elenco incrível e cheio de química, com o roteiro engraçadíssimo e lotado de referências. Para os apaixonados por cultura pop, Happy Endings era um prato cheio, com citações de filmes e séries clássicas. Até Friends foi citada na série, no episódio de Valentine’s Day, da segunda temporada, onde Brad toma uma anestesia muito forte e, ao encontrar os amigos, começa a chamá-los de Ross, Rachel, Phoebe, Joey gordo. E completa chamando sua esposa Jane de Monica. Então ele seria o Chandler!

Outro ponto que merece destaque são os personagens, começando pelo casal nota 1.000 Brad e Jane, simplesmente o melhor casal do universo de série de amigos. Apaixonados e malucos, eles eram perfeitos juntos.

Continuando com gay nada esteriotipado, Max. Preguiçoso, desleixado, nada romântico ou antenado em tendências, como diz Penny, Max era “um hétero que gostava de outros caras.” Aliás, já que citamos Penny, ela é apenas uma das personagens da minha vida. Solteirona e loucaça, quando estava bêbada falava em italiano, e é dona dos flashbacks mais engraçados da história. Sem esquecer que era rainha de abreviar expressões, quase um Barney de saias. Dave e Alex foram evoluindo para personagens essenciais (tanto que com o tempo eu já amava Alex), e os eternos “volta ou não volta” rendiam bons momentos.

Eram tantos motivos para a série ser inesquecível, que é até difícil listar aqui: como as já citadas abreviações de expressões; as tradicionais brigas de primavera de Brad e Jane; a vingança do roommate de Max; Penny bêbada e a fase lésbica de Jane; as fantasias de Halloween mais criativas do mundo; SinBrad, o boneco de Brad, que tinha até música, Awwww Snaaap ; o balaio de cultura pop de onde eles tiravam referências para todas as cenas que homenagearam filmes ou séries; e claro, aquele elenco maravilhoso.

Então, deixa de ficar no eterno mimimi de qual série de amigos é melhor, Friends ou HIMYM, e dá uma chance para a série dos amigos de Chicago. Happy Endings é AH-MAH-ZING