House of Cards – 3×02 – Chapter 28

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Depois de um retorno forte, mas calmo, House of Cards volta sua atenção para a Casa Branca, onde vemos um presidente tentando não se rebaixar aos pés dos aliados (e inimigos) que conquistou até chegar ali. Mais ritmado, a principal função do Chapter 28 foi demonstrar as fraquezas do time Underwood e quanto de jogo ainda existe para ser vencido. Juntos e em batalhas diferentes, Frank (Kevin Spacey) e Claire (Robin Wright) tentam não desmoronar. Ao mesmo tempo, é exposto de maneira sutil a lealdade que um mantêm pelo outro – ponto que o roteiro gosta de questionar bastante.

A mudança geral aparece no início: Frank não será indicado pelo partido para presidente nas eleições de 2016. Ele luta, bate e protesta, mas sua influência não parece mais exercer tanta eficácia. Os problemas se sucedem, e Claire tropeça em sua inexperiência em conseguir o cargo nas Nações Unidas. Diferente da estreia, a política volta a tomar força e aparece como personagem próprio, personificado em figuras já conhecidas do Congresso. Agora, porém, Frank toma decisões, o que faz com que as informações cheguem por último à ele. O topo da pirâmide se mostra um alvo fácil e perigoso, e ser o “homem mais poderoso do mundo” não significa nada se ele não conseguir convencer seu próprio time do seu poder.

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House of Cards abusa do mistério e do roteiro auto-explicativo (o que é ótimo), deixando que quem o assiste aposte no final de personagens como Remy (Mahershala Ali) e Doug (Michael Kelly). O primeiro, apesar de ser um ótimo aliado, tem o foco de sua lealdade na própria carreira. Doug, por outro lado, ainda se comporta como um filho enciumado e sem modos.

002reviewO ponto mais alto no episódio é a comparação e o jogo de analogias que acontece dentro do núcleo Underwood – principalmente com a divisão de tela e a brincadeira com os “ovos”. Sem conseguir força para manter sua candidatura, Frank sucumbe. Quebrado e chorando, é encontrado por Claire, e é nesse momento que os dois protagonizam uma cena que – você escolhe – ou é bizarra ou genial. Eu ainda não decidi.

De qualquer forma, o seriado aponta novamente para firmar como protagonistas o casal da Casa Branca, construindo uma igualdade de interesses entre os dois. Peca, porém, em fantasiar e enfeitar também pequenos momentos, lembrando episódios em que House MD salvava seus pacientes no último minuto. Mesmo sendo um artifício válido, fica forçado e pode destruir a sutileza geral da série, tão bem elaborada anteriormente.

Até aqui episódio é formado bons momentos isolados, como o discurso de Frank, as batalhas individuais do casal e a Sala Oval. Decisões importantes que ainda aguardam por um reflexo, sendo difícil presumir o caminho dos próximos episódios. Desde que as ideias brilhantes e os ovos mágicos terminem, estaremos bem.

Equipe Mix

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1 comment

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 5 março, 2015 at 16:32 Responder

    Este episódio foi ótimo. Muito bom… Logo no segundo episódio já jogaram a bomba pra cima do Frank. Mas duvido que ele não vá se candidatar hahaha

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