House of Cards – 3×07 – Chapter 33

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Foto: Arquivo Pessoal/Ana Egídio

 

Há quem diga que o equilíbrio da terceira temporada de House of Cards seja algo positivo, retornando às águas da primeira temporada e se afastando do jogo duro que foi a segunda. Apesar da inegável questão de qualidade, a série sente falta dos rápidos diálogos e da estratégia política, tão bem reproduzida na metáfora de Frank e seu exército de soldadinhos.

Seus primeiros minutos logo definiram o tom que viria a seguir. Mesmo a passagem de tempo sendo uma tática interessante de roteiro, desestimula um pouco quando a série não costuma ter essa prática – ainda mais quando é colocado para explicar eventos que se sucederam depois de um episódio como o anterior.

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Vemos o Frank e Claire como um casal quebrado, e a verdade é que a Casa Branca os desestruturou como parceiros de diversas formas, e o quarto separado é uma demonstração disso. Agora, sobretudo, eles também tem interesses individuais e seu trabalho em equipe precisa estar sincronizado para que ambos não se anulem simultaneamente, resultando em uma guerra de egos.

Paralelamente os outros núcleos seguem e, apesar de interessantes, ainda parecem estar tirando a poeira de cima de uma grande descoberta. Uma peça inteligente agregada nos últimos episódios é o jornalista Tom Yates que escreve o livro para Frank sobre o programa American Works. De certa forma, ele funciona como uma válvula de escape das emoções não-políticas do casal.

Do núcleo de Doug, ainda, a pergunta que fica é: como Frank não percebeu o que está acontecendo? Como ele não foi procurar o aliado que esteve ao seu lado nos momentos mais sujos? Apesar de parecer ingenuidade, talvez seja uma estratégia da história para os próximos episódios.

Agora, House of Cards sente falta de movimentação; menos referências visuais e mais diálogos, como houve no Chapter 32. Não sabemos o que esse episódio vai representar entre os outros, mas uma troca de cor de cabelo e a renovação de votos é bem menos do que esperamos para a reaproximação dos donos da Casa Branca. Mais do que brigas de casal, mais que o final feliz de dois apaixonados: eles são Underwoods. A série precisa honrar o caminho que trouxe até aqui.

O amor é bonito, sempre iremos concordar com isso. Mas House of Cards costumava ser mais. Depois de um episódio incrível, a série volta a calmaria que conduziu seus primeiros episódios e esquece o brilhantismo de tantos outros. A única certeza é que o programa não pode ser analisado por minutos avulsos, e sim pela perspectica de uma temporada inteira. O que, novamente, ainda se torna um pequeno mistério agora.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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