House of Cards – 3×13 – Capítulo 39

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Imagem: Arquivo pessoal

O último episódio dessa caminhada não é fácil de aceitar; sem fechamento, é angustiante e forte. Na verdade, é necessário. Ele completa o que foi apresentado nos últimos doze episódios, e torna House of Cards uma série que consegue conectar texto coeso com fotografia poética, em uma narrativa subjetiva.

Assim como a primeira, a terceira temporada é uma transição para o momento de ação; ela colhe os cacos e fortifica a história para o que virá. Se pensávamos que Frank havia vencido sua maior batalha anteriormente, só o que vimos até aqui foi o quanto estávamos errado. Sua maior briga será agora, e ela tem um nome: Claire.

Todas as hipóteses sobre o Time Underwood são a prova que a confusão deixada pelas migalhas de respostas foram o palco para que uma grande obra pudesse ter o impacto necessário. Claire é a bengala da relação, na qual Frank se apoiou mais que nunca para conseguir vencer, porém a cada piada política, o sorriso da primeira-dama ficava mais amarelo. Ela foi quebrando capítulo por capítulo, e sua força tão aclamada se perdeu, novamente, em seu potencial humano.

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Mesmo assim, era impossível prever o que essa season finale trouxe em seus segundos finais. O fabuloso casal presidencial, por fim, desfeito. Claire, como a bomba relógio que é, explodiu – e em grande estilo. Mais do que ver eles juntos, agora, veremos eles em lados opostos. Mesmo sabendo que era necessário para a narrativa e que a história só tende a crescer daqui para frente, o sentimento que fica não é bom. Torcíamos pelo trabalho em equipe, e agora somos como filhos órfãos de pais drogados.

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Imagem: Arquivo pessoal

A direção inteligente tira Frank do foco central da câmera, e mostra seus aliados o deixando, um a um. Os arcos se fecham quase que com poesia, como o final de Rachel e a devoção de Tom por Frank, que causa não só ciúmes na primeira dama, como é o estopim para que ela abra os olhos para o que sua vida se tornou.

Ver, enfim, o Time Underwood separado é irreal. O que, por sua vez, nos mostra que a provável próxima temporada irá trazer dois leões disputando a carne. Abre-se espaço para novas teorias, renovam-se as passadas e segue-se a vida – mesmo que com um pouco menos de fé na lealdade de todos, como Frank irá perceber.

A raiva que sentimos de Claire, de certa forma, é por ela ter caído no próprio poço de fraquezas. Em seu levante moral nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, ela ameaça o caminho que ela mesmo escreveu, mesmo que com sujeira. E somos Frank, em cada um dos seus erros. Você não precisa escolher um lado para viciar no poder que ele te joga.

Os créditos sobem e ficamos sem acreditar que House of Cards pudesse ser tão maior do que já havia sido. Ainda viciados, será difícil esperar seu retorno sem crises de abstinência. Não sei vocês, mas indiferente às baixas, ainda sou um soldado Underwood esperando pela linha do metrô mais próxima.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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