House of Cards – 4×11 – Chapter 50

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Imagem: Arquivo pessoal/Matheus Pereira

 

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É inegável que a quarta temporada foi, em grande parte, de Claire Underwood. Se em anos anteriores a primeira-dama era uma protagonista/coadjuvante, desta vez ela se torna tão importante – ou mais – que Frank. Assim, devemos nos perguntar: quais as intenções de Claire? Seria ela uma espécie de Frank 2.0? Estaria ela tentando chegar à presidência de formas obscuras assim como o parceiro? House of Cards no fim pode ter sido sobre a ascensão de um Underwood. O fato é que talvez tenhamos errado sobre qual Underwood seria o verdadeiro protagonista.

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Por falar em protagonistas/coadjuvantes, qual o papel de Doug nesta temporada? Se o chefe de gabinete fora importantíssimo em temporadas anteriores, sendo parte vital do terceiro ano, o que ele faz nesta nova jornada? É realmente uma pena que tanto Doug quanto Seth tenham sido diminuídos nesta quarta temporada. Ambos são personagens incríveis que ficaram deixados um tanto de lado. Ainda assim, Doug segue em seu núcleo envolvendo a família cujo patriarca morreu ao ser “empurrado” por Frank na fila pelo transplante de fígado. E a confirmação veio neste episódio: Doug não sabe o que faz e segue perdido, tendo doado cinco mil dólares apenas para se aproximar da viúva.

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Já Conway se mostra cada vez mais importante na temporada e cada vez mais parecido com Frank. Na corrida pela presidência, Will não vê problemas em vetar um bom projeto apenas para beneficio próprio. E se você fica indignado com isso, não esqueça que Francis fez isso e muito mais para chegar onde está agora. Além disso, Conway é o republicano perfeito; usa a família, os “bons costumes”, é a favor do porte de armas, é veterano de guerra e não é nem um pouco modesto ao comparar-se até mesmo com Lincoln, Washington e Jefferson. No fim, é empolgante ter um adversário – quase – à altura de Frank para ver a casa pegando fogo.

Mas os melhores momentos do episódio são a conversa entre Hammerschmidt e Remy e, claro, o último encontro entre Frank e Freddy. Para começar, você nunca imaginou que um importante plot de House of Cards fosse ser resolvido na base do “Eu Nunca”. Pois bem, Remy entregou importantes informações para Tom através de um copo de cerveja. A cada coisa que Remy tivesse feito, era um gole adentro. E sobre Freddy: quem diria que aquele cara que assava costelas para Frank seria a única pessoa com coragem para dizer umas verdades para o presidente?

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