House of Cards – 4×13 – Chapter 52 [SEASON FINALE]

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Imagem: Arquivo pessoal/Matheus Pereira

 

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Chegamos ao fim da temporada. Tudo convergiu para isso. Já deixemos claro de início que este quarto ano de House of Cards foi o melhor desde a estreia. Se algumas séries reservam a season finale para apenas ajeitar as cadeiras para a temporada seguinte, House of Cards permanece intensa até o último segundo. Logo no começo do capítulo, vemos Claire se preparando para negociar com o líder dos terroristas, enquanto Frank negocia com os sequestradores através do telefone.

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Ver Francis em ação, aliás, é assustador. Em certo instante, Underwood adota a mesma postura ameaçadora que tomara contra Cathy alguns episódios atrás. O que mais assusta é que parece que estamos vendo uma conversa entre terroristas, a diferença é que um dele é presidente dos Estados Unidos.

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Mas Frank não sossega nem sob enorme pressão, tanto de Hammerschmidt quanto da questão dos terroristas. Assim, o candidato segue manipulando para que seu adversário seja prejudicado. Assim, Underwood manobra de forma que Conway seja consideravelmente atingido, ficando com papel de mentiroso frente à nação inteira. E ver Conway, sempre trabalhando por uma falsa imagem cordial, explodir até mesmo com a família, apenas reforça o que Francis afirmou recentemente: políticos afogariam uma ninhada gatinhos por dez minutos na TV. Bem, Will parece disposto a usar e descartar a família sempre que necessário.

Mas não é só Conway que fica abalado. Frank também começa a ter noção do tamanho da ameaça que é Hammerschmidt, e ver o presidente preocupado e de certa forma frágil é algo estranho, já que estamos acostumados com sua postura imbatível. Assim, é ótimo finalmente termos uma ameaça considerável contra os Underwood. Até aqui, nada nem ninguém parece ter realmente prejudicado o casal, mas agora, com a história chegando aos jornais, as coisas ficam feias.

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Mas Frank não desiste, e prefere encarar o jornalista cara a cara, numa tentativa final de se safar do problema. E ver Underwood começar a engolir Tom prova o quão inteligente e poderoso é o presidente e quão talentoso é Kevin Spacey. Francis é tão perspicaz que o próprio jornalista começa a duvidar de suas opiniões. Mas a conversa não surte efeito, e esta talvez seja a primeira vez que alguém realmente não obedece Underwood.

E isso nos leva, claro, ao plano final de Francis e Claire: terror. E aqui mais uma vez House of Cards faz um belíssimo serviço ao misturar ficção e realidade. Já havia elogiado a série quando esta abordou questões como o porte de armas e o controle de vigilância. Agora, o programa utiliza o terror como ferramenta de governo, algo que aconteceu na história recente dos EUA, com Bush utilizando o terror e a guerra ao seu favor. Qualquer semelhança, não é mera coincidência.

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Além disso, perceba o momento em que Frank diz a Claire, em uma de suas conversas finais: “Yes, We Can!”, em resposta ao fato de que eles podem fazer o que quiserem. Não é preciso pensar muito para fazer associação ao slogan de Obama durante sua campanha presidencial. Assim, o “Yes, we can” torna-se algo mais complexo e assombroso. Sim, eles podem tudo. Eles que estão no poder, não nós. Não se engane.

Assim, chegamos ao fim daquela que é a melhor temporada de House of Cards, lado a lado com a primeira. O roteiro não se perdeu em repetições, como no terceiro ano, nem se resolveu em apenas manobras políticas, como no segundo. A quarta temporada teve de tudo e, além disso, ainda trouxe atuações impecáveis, com destaque para Robin Wright, merecedora de todos os prêmios por seu brilhante trabalho.

E a atriz e sua personagem são tão boas que a cena final comprova: agora, Frank e Claire estão em pé de igualdade e ambos olham nos seus olhos. Para o bem ou para o mal.