House of Cards – 5×04 – Chapter 56

Imagem: David Giesbrecht/Netflix (Reprodução)

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“One Nation… Underwood”

Quando os interesses particulares conflitam de forma absurda com os interesses da nação, vemos aí como a falta de escrúpulos é mesmo uma marca de Francis. Cheguei a pensar em compará-lo com Walter White, de Breaking Bad, mas não estamos falando de alguém que ficou mal não, mas sim de alguém que apenas esperava a oportunidade para exercer toda a podridão do seu íntimo possessivo, manipulador e hostil.

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Este foi na minha opinião o melhor episódio da temporada até o momento. Melhor que a season première, que já foi um baita de um baile! Essa emoção acerca da apuração das eleições, o terror que o Governo fez surgir em diversos Estados, a briga entre a mentira e a verdade… que coisa linda! Fiz minha pipoca e não perdi tempo: escolhi em quem iria votar. Se eu estivesse lá votaria em Conway. Não há como negar que trabalharam bem a imagem de bom moço dele.

Imagem: David Giesbrecht/Netflix(Reprodução)

Mas parece que as coisas não saíram lá muito bem, nem para os Democratas, nem para os Republicanos. Confesso que por essa não esperava! Não foi ganhar nem perder. Foi empate, mesmo que isso não seja lá muito verdade. Sabemos que Will ganharia, mas a sede pelo poder é muito grande. E isso foi tratado muito no capítulo 56. A hora que apareceu a forma mais sutil e brilhante foi quando o casal Underwood refletia ao ver o quadro Franklin Roosevelt (ele foi eleito quatro vezes seguida presidente). Limite é uma palavra riscada do dicionário.

Quero ver quem aqui pode duvidar de quão calculista Frank é. Nos momentos finais, ele liga para o Conway para que ele baixe a guarda, com uma falsa declaração de derrota. Logo em seguida, suborna o governador para fechar zonas eleitorais para fazer a coisa ficar insustentável e ir a outros extremos em diversos Estados. Logo a eleição como um todo é contestada e vemos um quadro que só na TV mesmo poderíamos sonhar em uma potência como os Estados Unidos. Um país sem presidente eleito.

Não que isso não possa acontecer nunca, longe disso, mas que seria terrível, ora, com certeza seria. Aproveitando, faço uma menção honrosa para Cathy Durant. Não que ela mereça muito, mas olha, está durando mais do que se poderia esperar de alguém que contesta as ações do presidente.

Round 1: Doug, cara, eu te odeio. Mesmo que não tivesse motivos!
Round 2: Vai pegar fogo o cabaré. E tudo com paletós, vestidos finos e bebidas caras.
Round 3: Underwood 2016, 2020, 2024, 2028, 2032… pode isso, Arnaldo?

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