O ator Fabien Frankel, intérprete do cavaleiro Ser Criston Cole em House of the Dragon, abriu o jogo sobre sua insatisfação com o rumo de seu personagem na série da HBO. Em entrevista à revista Esquire, o britânico afirmou que o arco de Cole “nunca foi realmente bem resolvido”, e que o personagem poderia ter sido mais tridimensional ao longo das duas primeiras temporadas.
Frankel explicou que, como ator, buscava dar profundidade ao controverso membro da Guarda Real — um dos principais aliados dos verdes e peça central na guerra entre as famílias Targaryen e Hightower.
“Nunca senti que [a história de Cole] foi desenvolvida da forma certa. Houve momentos na 2ª temporada em que conseguimos ver mais dessa tridimensionalidade, e haverá ainda mais na 3ª. É algo que você luta muito como ator — especialmente quando interpreta um vilão —, porque quer evitar que ele pareça bidimensional”, declarou.
Comparação de House of the Dragon com outro papel na HBO

Além de House of the Dragon, Frankel também estrelou a recente minissérie Task, sucesso da HBO. O ator destacou que seu novo personagem, o detetive Anthony Grasso, é um vilão mais complexo e humano, o que lhe permitiu explorar melhor suas nuances.
“Em Task, tive a sorte de interpretar um personagem muito mais tridimensional”, afirmou. “Criston é parte de uma engrenagem narrativa. House of the Dragon é uma série com muitos personagens que servem à história, e às vezes isso é difícil como ator.”
Apesar das críticas, Frankel deixou claro que não tem ressentimentos em relação à série nem ao personagem, que se tornou um dos mais odiados pelos fãs desde a 1ª temporada. Ele apenas acredita que faltou espaço para desenvolver as camadas de humanidade de Cole, algo que espera ver mais explorado na vindoura 3ª temporada, prevista para estrear em 2026 na HBO e na Max.