How to Get Away With Murder – 1×03 – Smile, or Go to Jail

680.16x9-1

Continua após as recomendações

Como descrever, da maneira correta, a sua frustração em notar a ignorância que tampava seus olhos e não deixava enxergar uma das maravilhas da nova temporada? É ignorância não perceber que uma série, em seu episódio piloto, iniciou uma mitologia grandiosa e intrigante e mais: mais ignorância é sugerir que a série não tem o esplendor que ela tem; é não reconhecer o verdadeiro talento presente na tela; é deixar-se acomodar e esperar que a produção entregue todos os detalhes de bandeja. Foi necessário um choque de realidade, uma agitada no comodismo que rodeava meus pensamentos inertes em casos pré-moldados, em detalhes pequenos, sem pensar em um futuro grande. Se extrapolei nas críticas anteriores à How to Get Away With Murder tentarei expor o real sentimento sobre tudo que rodeou nesses três episódios.

Para início de conversa, não sofri nenhuma lavagem cerebral ou algo do tipo. Talvez seja necessário que você vá com muita sede ao pote, espere acontecimentos facilitados e a realidade seja outra: uma verdadeira mitologia, uma série que não vive só o presente, mas sim o futuro. Sim, continuo detestando o imenso número de flashforward que a série de Peter Nowalk apresenta, mas é o caso da série. How to Get Away With Murder  é uma série digna. Simplesmente esqueça todos os comentários dito anteriormente e foquemos, única e exclusivamente, nas resenhas posteriores. Pode apagar as reviews anteriores produção? 

Continua após a publicidade

O novo show da ABC apresentou, como usual, um episódio atraente, explosivo e misterioso. Não por ser mais um caso impossível para advogados normais, mas não para Annalise. Não por prosseguir na verdadeira linha cronológica que ela foi iniciada há três semanas atrás. Talvez, e isso é minha opinião, o grande mistério de Murder é quantidade de histórias que ela consegue abordar em um único episódio. Vamos contar: 1) O caso principal envolvendo Paula Murphy; 2) O passado do noive de Michaela; 3) Tudo que envolve o assassinato de Lisa, o que não são poucos fatos. Quantas séries conseguem trabalhar paralelamente, e harmonicamente, todas essas histórias?

6d8a18f2698a9c572e781fd9425f9bfdb03287e518e259bc4860a23dbd22aa4f_largeConvenhamos que  por ela conseguir, do seu modo, encontrar uma harmonia entre tantos plots não significa que todos serão abordados de uma maneira excepcional. O caso de Paula Murphy, por exemplo, não conseguiu preencher todas as lacunas que lhe foram designadas. Afinal, Annalise simplesmente, por nenhum motivo coerente, escolheu o caso. Recomendação de uma amiga que não tem rosto, não tem nome, não tem referências. E o que a advogada ganha com tudo isso? Uma verdadeira bomba, não que ela não goste. Tirando esse fato, o método como o mesmo foi encerrado, se é que foi encerrado, como ele foi desenvolvido… Sim, a série está no início, porém era esperado algo mais concreto, algo mais coerente, principalmente sobre os acontecimentos narrado integralmente no episódio.

Muito ainda podem argumentar: do mesmo modo que Wes indicou o caso de Rebecca, a cliente indicou o caso de Paula. Não exponham isso, porque são duas coisas diferentes. Primeiro, ela conhece, e nós também, o estudante que tem e ele não entregaria algo complicado demais para ela. Segundo é que ela está a par dos dois lados da história do homicídio de Lisa, podendo fazer a escolha necessária e correta. Já com Paula a situação não é bem assim.

 Considerações Finais:

  • Connor: a versão masculina de Addie em How to Get Away With Murder;
  • Qual a necessidade de Nate mentir sobre o álibi de Sam para Keating?
  • Tem como não ficar mais apaixonado por Viola a cada episódio que passa?