Exibido na Sessão da Tarde desta segunda-feira, 2, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal volta à TV aberta cercado por uma fama difícil de ignorar. Lançado em 2008, o quarto filme da franquia estrelada por Harrison Ford costuma ser apontado por fãs como o capítulo mais controverso da saga. Mas será que ele merece mesmo o rótulo de “pior Indiana Jones”?
Por que o filme é tão criticado pelos fãs?
Ambientado em 1957, quase duas décadas após A Última Cruzada, o longa coloca Indy diante de agentes soviéticos liderados pela vilã Irina Spalko, vivida por Cate Blanchett. A missão gira em torno da misteriosa Caveira de Cristal, um artefato com poderes sobrenaturais que leva a trama para um território ainda mais fantasioso do que o habitual.
Grande parte da rejeição vem justamente daí. A introdução de elementos como alienígenas, o famoso momento da geladeira nuclear e o excesso de computação gráfica afastaram o filme do clima mais “pé no chão” das aventuras clássicas. Para muitos fãs, isso soou como uma traição ao espírito da trilogia original dirigida por Steven Spielberg.
O que funciona em O Reino da Caveira de Cristal?
Apesar das críticas, o filme está longe de ser um desastre absoluto. Harrison Ford continua carismático no papel, agora assumindo um Indiana Jones mais velho, mas ainda convincente nas cenas de ação. Shia LaBeouf, bastante criticado na época, surpreende ao funcionar razoavelmente bem como Mutt Williams, o filho rebelde de Indy.
Cate Blanchett, por sua vez, entrega uma das vilãs mais marcantes da franquia, exagerada na medida certa e com presença de tela forte. O pano de fundo da Guerra Fria e da paranoia anticomunista também adiciona uma camada interessante ao início da história, ainda que isso seja pouco explorado ao longo do filme.
Vale a pena assistir na Sessão da Tarde?
Mesmo com escolhas questionáveis, O Reino da Caveira de Cristal não deixa de ser uma aventura divertida, especialmente para quem não carrega uma relação tão nostálgica com os filmes anteriores. Ele é, sim, o capítulo mais fraco da franquia, mas também está longe de ser o desastre que sua reputação sugere.
Para a Sessão da Tarde, o filme cumpre bem seu papel: ação, humor, personagens icônicos e aquele clima de escapismo clássico. Talvez não seja o melhor Indiana Jones, mas ainda é um programa honesto para quem quer revisitar – ou conhecer – essa fase mais controversa do arqueólogo mais famoso do cinema.