Desde que chegou à Netflix, Instinto Materno rapidamente se tornou um dos documentários mais comentados da plataforma. A produção mergulha em um caso criminal tão perturbador que parece roteiro de filme, mas aconteceu de verdade nos Estados Unidos e terminou em uma das investigações mais chocantes dos últimos anos.
Dirigido por Jessica Dimmock, o documentário acompanha a história de Taylor Parker, uma mulher que construiu uma teia de mentiras durante anos e levou sua obsessão a um limite inimaginável.
Quem era Taylor Parker, protagonista de Instinto Materno?
À primeira vista, Taylor Parker parecia levar uma vida perfeita. Ela afirmava vir de uma família rica do Texas, dizia que herdaria uma fortuna milionária e construía uma imagem de sucesso nas redes sociais. Em 2019, ela conheceu Wade Griffin, um caçador de javalis da região, e rapidamente iniciou um relacionamento sério com ele.
Poucos meses depois, Taylor anunciou que estava grávida.
A notícia foi celebrada por amigos e familiares. Nas redes sociais, ela compartilhava fotos exibindo a barriga e falava constantemente sobre a chegada do bebê. No entanto, algumas pessoas próximas começaram a perceber inconsistências em sua história.
Instinto Materno traz uma gravidez que nunca existiu
Com o passar dos meses, as dúvidas aumentaram. Amigos, familiares e até a mãe de Wade passaram a investigar discretamente as informações fornecidas por Taylor. O que descobriram foi surpreendente: anos antes, ela havia passado por uma histerectomia, procedimento que impossibilitava uma gravidez.
Além disso, antigos conhecidos revelaram um histórico de mentiras envolvendo doenças graves. Segundo relatos apresentados no documentário, Taylor já havia afirmado sofrer de câncer, esclerose múltipla, tumor cerebral e até ter sofrido um AVC.
Mesmo cercada por suspeitas, ela continuou sustentando a falsa gravidez.

O crime que chocou os Estados Unidos
Enquanto mantinha a farsa, Taylor se aproximou de Reagan Simmons-Hancock, uma jovem de 21 anos que estava grávida de 35 semanas. As duas se conheceram após Taylor trabalhar como fotógrafa no casamento de Reagan. Com o tempo, criaram uma relação de confiança.
Mas tudo mudou em 9 de outubro de 2020. Naquele dia, Taylor ligou para o serviço de emergência alegando ter acabado de dar à luz em uma estrada do Texas. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a mulher tentando reanimar um recém-nascido.
Mas os médicos rapidamente perceberam que ela não havia passado por nenhum parto.
Ao mesmo tempo, investigadores encontraram uma cena brutal na casa de Reagan Simmons-Hancock. A jovem havia sido assassinada e seu bebê retirado de forma violenta.
O desfecho do caso
As investigações ligaram imediatamente Taylor Parker ao crime. Então, ela acabou presa, julgada e condenada por assassinato capital. Em 2025, a Justiça do Texas confirmou a sentença de pena de morte. Atualmente, Taylor continua no corredor da morte enquanto tenta recorrer da condenação.
Por que Instinto Materno está chamando tanta atenção?
O sucesso do documentário está diretamente ligado à complexidade do caso. Mais do que reconstituir um crime, Instinto Materno mostra como uma mentira construída durante anos conseguiu enganar amigos, familiares e até pessoas que conviviam diariamente com Taylor Parker.
A produção também explora temas como manipulação, transtornos psicológicos, obsessão e a necessidade extrema de validação, elementos que tornam a história ainda mais perturbadora.
Por isso, não é difícil entender por que Instinto Materno se transformou em um dos documentários mais comentados da Netflix atualmente. A sensação constante é de estar diante de uma história impossível de acreditar, mesmo sabendo que tudo aconteceu de verdade.


