Jessica Jones – 1×06 – AKA You’re a Winner

Imagem: Arquivo Pessoal

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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A cada episódio que passa, fica mais evidente o que faz de Jessica Jones um sucesso. A escolha do que apresentar primeiro já garante nos primeiros segundos que “AKA You’re a Winner” será um episódio intenso. Afinal, começar o episódio com um verdadeiro show-off dos poderes de Killgrave e da extensão de seu reinado de terror – qualquer semelhança com a organização da trama de Daredevil é mera coincidência – para balancear isso com o retorno de Luke, rendeu uma senhora abertura.

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Já em Hell’s Kitchen, na Alias Investigations, temos um Malcolm justificadamente paranoico e o retorno de Luke Cage, que procura Jessica para ajudá-lo a obter informações sobre o que realmente aconteceu na noite do acidente que matou Reva (what an irony, isn’t it?). Foi bom rever esses dois juntos, seja pela dinâmica do casal ou simplesmente pelas cenas de luta espetaculares que resultam dessa parceria, mesmo que isso tenha terminado mal para todas as partes.

A ausência de Luke na trama tinha retirado os flashbacks sobre Reva da cabeça de Jessica, mas agora que mais detalhes começam a aparecer – como o pen drive que ela havia escondido na caixa –, mais perguntas sobre as motivações de Killgrave começam a ser feitas, tudo isso enquanto tentamos descobrir um pouco mais sobre os segredos que a esposa de Luke escondia.

Nesse meio tempo, na prisão, depois de ter pagado para apanhar, Hope agora recorre a Jessica e a Hogarth para conseguir abortar a criança de Killgrave. Depois de matar os próprios pais no piloto, essa talvez tenha sido a trama mais intensa da moça até aqui. O desespero e o nojo com que ela fala dele e do que representa a criança que ela está carregando chegam a ser viscerais.

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De volta a caçada por Antoine, o que dizer dessa cena de luta espetacular? Mesmo que ela acabe por nos levar a um momento realmente sombrio de Luke – #Medo de Mike Colter até agora –, é inegável que foi uma sequência muito boa. Se só esses dois trabalhando juntos já é essa maravilha, imagine quando eles reunirem todos os Defenders. Mas, depois de todo esse tempo (e para salvar alguém), Jessica finalmente contou a Luke a verdade sobre o que aconteceu na noite da morte de Reva, e essa verdade teve um preço alto. O nojo e o desprezo de Luke talvez tenham sido piores para ela, do que qualquer dano físico que ele pudesse causar.

Mas as surpresas não acabaram aqui! Enquanto Malcolm lida com o confronto existencial – a tão discutida questão da identidade, muito popular na teoria literária pós-moderna e pós-colonial –, somos silenciados em surpresa ao descobrir que a casa que Killgrave fez tanta questão de comprar era a casa que Jessica vivia na adolescência. E como se o choque dessa percepção já não fosse suficiente, o episódio ainda termina com a câmera se afastando (com todo o “Q” de thriller de verão e com as placas das ruas para sanar quaisquer dúvidas com relação a “autenticidade” da casa), dando um tom reflexivo-superior, ampliando aquilo que está dentro do plano para enfatizar o valor da kathasis criada. Simplesmente perfeito.

É inegável que o episódio deixou vários cliffhangers em aberto – qual é o plano de Killgrave e porque ele envolve a casa da infância de Jessica? Será que ela e Luke se reconciliarão? Será que Malcolm vai encontrar as respostas que precisa? E será que a (infame) Hogarth tem um plano para culpar Killgrave esse tempo todo (afinal, para que mais ela iria querer o feto de Hope?). Então, não deixe de apertar play no próximo episódio, e de voltar para mais uma review de Jessica Jones. Au revoir!