Jessica Jones – 1×10 – AKA 1,000 Cuts

Imagem: Arquivo Pessoal
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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

 

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“O episódio que vem em seguida”. “AKA 1,000 Cuts” começa – e acaba sendo – exatamente assim. Na verdade, seria “o episódio de alguns segundos antes”, mas não acho que isso teria o mesmo tom dramático. Depois do que pareceu ser o episódio que marcaria o curso da temporada definitivamente, Jessica Jones segue para um episódio questionável. A qualidade geral da trama não diminuiu – exceto nesse final… –, mas o episódio simplesmente tem um “jeito” de não satisfazer. Sim, tivemos várias cenas espetaculares e tudo o mais, mas mesmo assim, não atinge o espectador com tanta intensidade.

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A ideia de uma vacina que pudesse neutralizar os efeitos de Killgrave é intrigante – não canônica, mas intrigante. Depois de finalmente conseguir quebrar a compulsão de Trish, e procurando uma maneira de encontrar Killgrave antes que seja tarde demais, Jessica resolveu apostar nessa hipótese, que já é questionável em princípio, mais ainda quando o pai do pequeno Kevin quer cortar o próprio coração fora.

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De volta ao que sobrou do cativeiro, o Detetive Clemons (R.I.P) é confrontado pelo soldadinho e sua já alterada personalidade. Um indício tragicamente claro de que alguma coisa não estava certa, e de que algo ruim iria acontecer. E, depois de brincar um pouco com nossas emoções, o soldadinho manda o Detetive Clemons se juntar a Ben Urich na galeria de “mortos que não deveriam ter morrido na parceira Marvel-Netflix.

E já que falei no soldadinho, uma questão merece ser mencionada. Por ser um soldado – um soldado traumatizado, diga-se de passagem – Simpson é treinado para “temer” (para não dizer odiar) os estrangeiros, na verdade, todos aqueles que são diferentes. Se considerarmos precedentes que existem na Literatura – ou na moralidade da Era Vitoriana como um todo –, temos essa xenofobia muito bem documentada. Some isso ao fato de que Simpson matou Clemons e atacou o pai de Killgrave – diferenças de raça e nacionalidade – ao fato de que os poderes de Killgrave seriam um vírus (o tipo de coisa trazida por aqueles que vêm de fora) e você tem toda uma analogia social entregue de bandeja.

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Nesse meio tempo, um vilão em fuga, controlando Hogarth, acaba na casa de Wendy e até mesmo ferido consegue causar mortes. Finalmente, descobrirmos o que Hogarth queria com o feto de Hope. E, para a nossa surpresa, ela estava preocupada em duplicar o poder de Killgrave, não em ligá-lo ou implicá-lo de qualquer forma ao que aconteceu com Hope. Nojenta ou pragmática, é difícil não desejar um final terrível para a personagem de Moss, ou não ficar contente com como o título foi contextualizado dessa vez (mesmo que Wendy é que acabe morrendo) – Death by a thousand cuts? Standing ovation!

A série não cansa de nos preparar surpresas. Nunca, mesmo quando os pais do vilão apresentaram uma versão inteiramente diferente dos fatos, nos ocorreu questionar os acontecimentos envolvendo Killgrave. Seja quando ele controlava Jessica ou outras pessoas. Mas pela primeira vez, ele apresentou lembranças que a nossa heroína questionou.

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Também foi surpreendente – ou talvez eu só a considerasse muito… whatever para prestar maior atenção – que Robyn tenha conseguido não só descobrir a verdade sobre o que aconteceu com o irmão, mas também criar um riot no grupo das vítimas de Killgrave só por sua antipatia por Jessica, o que acaba causando mais problemas (I knew she was a goddamn troublemaker!).

Tudo o que ela conseguiu foi garantir que Killgrave não tivesse se quer o trabalho de procurar por vítimas para ameaçar Jessica, durante a negociação no fim do episódio. Confesso que mesmo entendendo que a morte de Hope, assim como a de Ben Urich, servirá somente como o motivador final para que Jessica enfrente seu rival, não posso deixar de reclamar que essa morte serviu unicamente para isso. Killgrave conseguiu fugir com o pai, a vacina não funcionou e, mesmo assim, Hope está morta. Não sei vocês, mas no meu placar, o saldo não ficou positivo. Agora, vamos torcer para que o próximo episódio seja o que nós estamos esperando, o começo de um fim épico para uma temporada épica.

 

P.S.: Num reforço a minha teoria sobre Simpson ser a versão de Bazuca em Jessica Jones, mais alguém reparou no isqueiro com a bandeira americana?