Jessica Jones – 1×11 – AKA I’ve Got the Blues

Imagem: Arquivo Pessoal

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Agora sim estamos no caminho certo para uma finale descente. “AKA I’ve Got the Blues”, além de trazer novamente o acidente que matou os pais de Jessica, nos mostrou um pouco do tempo que a nossa heroína passou em coma, além dos seus primeiros momentos com Patsy e Dorothy Walker. Por ser a memória mais dolorosa – fora as com Killgrave, obviamente –, construir um paralelo destas cenas com os momentos que se seguiram a morte de Hope demonstrou o quanto as ações da garota afetaram Jessica, e o que a caçada por Killgrave significa para ela agora.

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Ainda contanto com os flashbacks como um recurso, vemos os primeiros anos de Trish e Jessica juntas. As duas trilharam uma longa estrada para chegarem ao ponto em que estão, e se mostrar isso é a maneira da série de nos apresentar partes importantes das essências de ambas as personagens, acho que pode ser mais divertido do que parece.

Não pude deixar de notar – mas não estou reclamando, porque não é um defeito – os traços de procedural que a série tinha evitado usar até aqui. Os interrogatórios simultâneos, as visitas aos necrotérios, pequenos detalhes da rotina diária policial já tão conhecida dos fãs das Chicagos Fire, P.D. and now also Med – permearam a trama para enquadrar certas questões, abrindo espaço para que a verdadeira caçada comece. Honestamente, eu quase esperei que Jessica desse de cara com Jonny Lee Miller e Lucy Liu num desses necrotérios.

Provando-se um personagem difícil de simplesmente “sumir” (pelo menos, antes do fim deste episódio), o soldadinho retorna para a trama, agora procurando por Jessica e disposto a usar Trish como uma ponte para tal. Está mais que óbvio que ele não saiu do programa coisa nenhuma, e que tem planos próprios sobre o que fazer com Jones e qualquer um como ela. Ele está usando dosagens espetacularmente altas das pílulas, a ponto de conseguir matar, a sangue frio, dois outros membros da “turma”.

E que cena de luta foi essa?! Primeiro você tem Simpson não só igualando, mas superando a força de Jessica e os dois destruindo o apartamento. E, como se isso não bastasse, Trish ainda usa uma das pílulas e faz aquilo que todos nós queríamos ver acontecer: derrota o soldadinho. Sinto muito Murdock, mas sua sequência de luta espetacular no final de “Cut Man” já não lidera sozinha o ranking de cenas de luta realmente awesome do ano.

Imagem: Banco de Séries

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Depois de tudo o que já aconteceu com eles, não esperava que Luke fosse ser trazido de volta à trama, principalmente porque Killgrave não parecia saber da existência dele. Mas como surpresas são uma especialidade da série, acho que ele se juntará a Jones numa última caçada. Dito isso, posso acrescentar uma especulação. Agora que o bar dele foi destruído, será que teremos Luke como bartender no Josie’s na segunda temporada de Daredevil?

Como um todo, o episódio foi muito bom. Minha única queixa é que, mesmo estando claro que a referência no título era as pílulas azuis de Simpson, esperei que tivéssemos uma ou duas doses de blues na trilha sonora desta vez… maybe next time. Entretanto, além de muitos detalhes importantes e de toda a construção do clima para a finale, o episódio em si teve vários momentos que levam os aficionados por quadrinhos a imaginarem. Vimos Patsy e seu cabelo vermelho, o que, combinado ao tryout de Trish com as pílulas, já é o suficiente para alimentar a esperança de vermos a Hellcat em alguma das produções futuras. Tivemos todo um clima de paranoia – clássico dos filmes de terror – de Jessica justamente por não conseguir achar Killgrave. A atmosfera do vilão parece estar se adensando ainda mais sobre Hell’s Kitchen, o que só garante um confronto final inesquecível entre Jessica e seu nemesis.