Jessica Jones – 1×12 – AKA Take a Bloody Number

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“Já que o trouxemos de volta para trama, porque não ajudá-lo a perdoar Jessica? Afinal, eles vão ter uma filha no futuro.”. Brincadeiras à parte, este parece ser o raciocínio norteador de “AKA Take a Bloody Number”, que trouxe de volta o problema entre Jessica e Luke e (para a nossa surpresa) usar isso na trama principal.

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Foi bom que ele e Jessica tenham se reencontrado antes do final. Mesmo que o moço vá ter a sua própria série, acho que fazer com que ele saiba que a morte de Reva foi o que quebrou o controle mental que Killgrave tinha sobre Jessica alinha as coisas para que os dois possam trabalhar juntos no futuro, independente do que aconteceu aqui. Pelo menos tivemos algumas cenas engraçadas dos dois (“We could just kick her ass. Would that be wrong?” #Epic!).

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Enquanto isso, numa boate qualquer – hats off for the purple lights! Genius touch -, Killgrave está tentando entender e ampliar seus poderes. Agora sabemos que o interesse do jovem Kevin no pai não era mera vingança; ele queria a ciência que foi usada para criá-lo usada a seu favor.

De volta ao mistério do Dr. Kozlov – que consegue invadir até mesmo a fortaleza de Trish – ficamos sabendo que ele trabalha numa companhia chamada IGH. Infelizmente, para os aficionados em easter eggs, não foi dessa vez que a conexão do médico macabro com o Marvel Universe foi revelada. Mesmo assim, vale lembrar que companhias que não existem geralmente acabam sempre levando até a S.H.I.E.L.D. ou a H.I.D.R.A. – ou às áreas sombrias, onde não há distinção entre as duas.

Dorothy Walker retornou à trama, e inicialmente, parece que ela só veio com mais interesses em Trish. Quando ela começou a perguntar sobre o que tinha acontecido, achei que ela estivesse planejando internar a própria filha para… “aumentar” a fortuna. Mas, sendo quem ela é, Dorothy quer muito mais do que meramente dinheiro; ela quer recuperar a sua Patsy Walker. Nada supera o imediatismo da influência de uma celebridade (it’s all Byron’s fault). Mas ela presta um serviço maior, trazer a informação sobre a IGH, algo que determinará o curso das ações de Trish.

E quando você pensa que ter David Tennant e seus jeitos são todas as referências a Doctor Who que vamos ter, encontramos uma estátua gigante de um Anjo (que o Whovian que não pensou nos Weeping Angels se acuse) na cena do Central Park. Parece que, insatisfeitos com a quantidade de conexões que podem ser feitas só pela escadaria – que levam a incontáveis cenas clássicas do cinema – a produção também quer nos lembrar de: “don’t blink. Don’t even blink. Blink and you’re dead.”.

A trama de Robyn e Malcolm se prolongou bastante – considerando que durou até aqui –, mas talvez exista uma razão para isso. A série está encerrando cada uma e todas as tramas antes do final showdown entre Jones e Killgrave, e talvez um encerramento no assunto da morte de Ruben seja uma coisa boa. Não acho que os dois formem um shipp (como vi muita gente comentando), mas acho que Robyn fica mais… “aceitável” quando associada a Malcolm.

O showdown na boate foi um espetáculo a parte. Já tínhamos visto Jones e Cage trabalharem juntos e causarem muita destruição. Certo, também vimos a moça tentar retardar Luke, mas nada se compara a ver os dois usarem suas habilidades ao máximo (ok, concordo que Jessica talvez estivesse se segurando um pouco) um contra o outro. A destruição não se comparou a do confronto com Simpson, mas foi espetacular mesmo assim.

Como um todo, “AKA Take a Bloody Number” foi – como era de se esperar – um dos melhores episódios da série. Seja pelo humor ácido entre Jones e Cage, ou pelo fato de que David Tennant poder ser ele mesmo, o Tenth Doctor e Killgrave num combo só na cena da boate, pelo aumento exponencial nos poderes dele, ou por Luke não só ainda estar sob o controle de Killgrave como partir novamente para um confronto espetacular contra Jessica Jones, todo o episódio parece nos deixar literalmente prontos para as surpresas que a finale nos reserva.