Jessica Lange comenta experiência de construir Joan Crawford em Feud

Imagem: Kurt Iswarienko/FX/Divulgação

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Com mais de 55 anos de carreira, Joan Crawford estrelou quase 100 longas metragens e viu nas colunas de fofoca seus casamentos ruirem. Entretanto, Jessica Lange garante que há um “outro lado” completamente diferente da atriz que ela queria examinar quando aceitou o desafio de Ryan Murphy de interpreta-la em  Feud: Bette and Joan.

Em plena campanha para o Emmy de 2017, onde Jessica está indicada ao lado da sua colega de cena, Susan Sarandon pela interpretação de Bette Davis, a atriz deu uma entrevista ao The Hollywood Reporter falando sobre a personagem, preconceitos e muito mais.

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The Hollywood Reporter | Olhando para Feud, o que mais te surpreendeu quanto a recepção da série e da sua personagem?

Jessica Lange | Então, eu acredito que o que mais me surpreendeu em fazer, juntar tudo e esperar pelo lançamento foi o quão grande ela era, a importância dela pra mim, emocionalmente, em interpretar. A melhor coisa de interpretar um papel como esse, que você espera que dê certo, e eu penso que a maneira na qual a história foi contada e filmada e tudo mais, foi tudo o que eu esperava que seria quando estava fazendo, se isso fizer sentido. Algumas vezes você faz um peronagem que parece dimensionado de uma forma quando você está fazendo. Pode ser uma ilusão do ator, mas você pensa que está fazendo mais do que aquilo.

The Hollywood Reporter | Colocando Joan em perspectiva especificamente, qual preconceito você diria que teve em relação a sua personagem?

Jessica Lange | Então, eu não acredito que as pessoas realmente levam em consideração o que realmente – todos que eu conheço que falaram com ela e tudo o que eu li sobre  – sabem como ela era caridosa com as pessoas. Eu fui movida pelo fato dela sempre tomar um tempo para escrever uma nota ou uma resenha sobre. Num determinado momento você indaga – “Será que foi tudo em excesso mesmo?” Mas eu penso que ela era extretamente gentil, considerada amiga por muitos, mas eu acredito que as pessoas não pensavam nela dessa maneira. Em tudo o que eu pesquisei, acaba esbarrando nisso de vez em quando. Um dos problemas que eu acredito que aconteceia, seria uma coisa terrível na vida de qualquer um é que sua história seja escrita, ou reecrita, depois que você morreu e não está mais aqui para defender-se ou para expor seu ponto de vista, sua experiência. Quando as pessoas pensam em Joan Crawford, elas pensam em Mamãezinha Querida, e em todas as minhas pesquisas – e eu nem quero falar sobre aquele livro ou filme – mas na minha experiência e trabalho de pesquisa, eu falei com pessoas que conhecerem ela e há um outro lado que eu acredito ser ótimo de se explorar.

The Hollywood Reporter | Saindo de uma personagem tão importante, o que você acha que fará em seguida? O que está esperando depoi de Joan Crawfrod?

Jessica Lange | É interessante porque no ano passado eu trabalhei direto. Eu fiz uma peça por seis meses interpretando minha personagem preferida, Mary Tyrone em Long Day’s Journey Into Night, e depois fui fazer Joan Crwfrod, o que foi ótimo, uma grata surpresa, desenvolver o ponto mais obscuro da personagem, e agora, eu realmente não estou com vontade de trabalhar para dizer a verdade. [risos]. Não há nada que eu queira fazer agora.

A 69ª edição do Emmy Awards acontecerá no dia 17 de setembro de 2017, em Los Angeles, e terá Stephen Colbert como anfitrião.

Fonte: The Hollywood Reporter

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