Júnior Bake Off – 1×02 – Quem não gosta de cookies?

Imagem: Artur Igrecias/SBT

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Um dos meus grandes problemas da primeira (e provavelmente única) temporada do MasterChef Júnior era a maneira super delicada, na qual as crianças eram tratadas. É claro que eu não estou aqui pedindo para que tenhamos algo próximo do que era feito nas temporadas iniciais de Dance Moms, até porque não é o que o telespectador brasileiro, principalmente a telespectadora brasileira, busca para assistir no sábado à noite. Mas será que o SBT, a emissora “da família brasileira”, acertou no tom nesse segundo episódio?

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Imagem: Artur Igrecias/SBT

Serei honesto com vocês em dizer que a falta de uma crítica mais dura ou de cobrar por menos bagunça na cozinha, principalmente no momento que o Romeo e o Gustavo se lambuzam de chantili, continua me perturbando mesmo sabendo que os jurados conseguiram balancear pontuações construtivas com momentos de descontração. Repito que é muito fácil de entender o porquê dessa atenção às brincadeiras, para as risadinhas e as tortas na cara, haja vista que é janeiro, as crianças estão em férias e o SBT tem como anunciar produtos ao público alvo, entretanto admiro essa busca por uma balança.

Adorei a primeira prova dos cookies. Vimos as crianças surpreendendo de uma maneira impressionante, onde uns decidiram seguir por uma ideia mais saudável, outros preferiram criar um recheio mais ousado enquanto outros buscaram uma maneira mais clássica de encarar a receita. Seja como for eu acredito que eles mostraram mais uma vez aos pais que estavam na sala com seus filhos que sim, coloca-los na cozinha pode ser uma atividade divertida, prazerosa e cheia de lições importantes para o crescimento deles.

Seguindo tivemos uma proposta um tanto curiosa de sorvete de bolo com suspiro, que me deixou salivando de vontade de experimentar. A boa notícia é que a produção saiu do óbvio em propor algo simples, mediano e amplamente criado para investir numa receita onde as crianças pudessem entender e aprender a encontrar o ponto certo de assar um bolo, a maneira correta de fazer um suspiro e como utilizar o saco de confeiteiro sem fazer nojeira. O resultado final foi decente e sem muitos desastres, fazendo um contraponto perfeito e sempre muito interessante com o que os adultos fazem.

Não gostei da falta de atenção dedicada aos eliminados, a produção simplesmente editou e eu mal consegui ver quem não continuará no jogo. Fasano disse no início da deliberação sobre quem seria eliminado, que as crianças precisam serem tratadas direito, infelizmente não foi o que fizeram na parte da eliminação onde se aprende que um dia se perde, outro se ganha e a vida pode ser tão frustrante quanto um cookie salgado.

Por Bernardo Vieira

5 comentários

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    Pedro Oliveira Alves 17 janeiro, 2018 at 12:05 Responder

    Quanto à edição mal feita que nem deu close nos eliminados ou algo assim, teve uma explicação vinda do próprio SBT. Parece que a reação das garotas foi meio “inesperada” e durou vários segundos, mas não quiseram entrar em detalhes, mas acredito que não tenha sido nada fácil pra elas.
    Dentro do programa há psicologas que ajudam as crianças a entenderem todo o processo ao redor delas, dizendo que a eliminação não é o fim e que fará bem pra eles no futuro essa experiência e que a partir do terceiro episódio, já será possível ver o resultado destas conversas.

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      Bruno D Rangel 22 janeiro, 2018 at 08:41 Responder

      Aonde tu viu isso? Quero saber mais detalhes.

      Não falaram nem o nome dos eliminados, fiquei por uns momentos tentando lembrar quem não teve o nome falado.

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        Pedro Oliveira Alves 22 janeiro, 2018 at 16:13 Responder

        diretor de planejamento artístico da empresa, Fernando Pelegio quem disse isso numa entrevista pra coluna do UOL, Ele disse “faço disso um mea culpa mas não queria expor as crianças”, então de duas uma: ou eles iam fazer esse tipo de corte em todos os episódios mas viram que nao pega bem e voltaram atrás ou realmente a reação das meninas não foi muito boa, e nao consigo imaginar como foi, de verdade.

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    Amanda 16 janeiro, 2018 at 10:12 Responder

    Acho que esse programa tá bem zoadinho por enquanto e infinitamente inferior às outras temporadas do bake off. É um parque de diversões cuja temática é culinária e pronto. Ninguém leva a sério e o resultado é quase sempre uma lambança entupida de corante. Não estou falando que os jurados e a produção devem ser carrascos, mas sim que as crianças deveriam levar a cozinha mais a sério, como era no Jr Masterchef. O programa era leve, descontraído e ainda assim, as crianças apresentavam resultados lindos e dignos de restaurante, o que quase não é visto aqui. Criança não tem que saber cozinhar perfeitamente, não. Só tem que saber quando é hora de brincar e quando não é.

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