Justiça – 1×04 – Capítulo 4

Imagem: Reality Social (Twitter)
Imagem: Reality Social (Twitter)
Imagem: Reality Social (Twitter)

 

Continua após publicidade

Volta e refaz.

Continua após a publicidade

Essa é a sensação que talvez tenha ficado após assistir ao quarto capítulo de Justiça. Um capítulo que, como os outros, prometia tocar em nossas feridas e que parecia que iria além ao tratar da eutanásia, a morte assistida, considerada ilegal no Brasil.

Continua após publicidade

Fomos apresentados à história do contador Maurício (Cauã Reymond) e da bailarina Beatriz (Marjorie Estiano), casal jovem, loucamente apaixonado, que vivia uma vida calma, dentro do que parecia ser o esperado para ambos, e com muito (muito mesmo!) tesão.

Talvez aí esteja uns dos atrapalhos. Não nas cenas de sexo do casal, maravilhosas por sinal, que deram vontade de estar ali no meio ou de viver aquilo com alguém, mas no exagero da câmera sempre muito em cima dos membros da moça. Afinal, sabíamos que ela ficaria tetraplégica em decorrência de um atropelamento. E se essa câmera colada funcionou tão bem nas outras histórias, aqui saturou.

Continua após publicidade

E tudo aconteceu muito rápido, sem processamento algum. E não se diz isso pelo encadeamento dos fatos em si, até porque esse ritmo de certa forma funcionou nas outras histórias, mas pela necessidade da motivação da história. Feminicídio, racismo, estupro, porte de armas, porte de drogas (lê-se aqui legalização) são assuntos para se chutar a porta e chegar apontando, debatendo e resolvendo. São questões sociais de extrema urgência.

Imagem: Reality Social (Twitter)
Imagem: Reality Social (Twitter)

Para introduzir a eutanásia em um país onde ela é proibida se requer tempo e diálogo. Não é do dia para a noite. E em mais um ponto, o quarto capítulo se perdeu, não dando margem ao debate. O que ficou foi um homem que por amor atendeu a pedido da mulher, que arrancou sua metade com as próprias mãos e sucumbiu sem saída, sem amparo. Mas quem era essa mulher ficamos sem saber direito.

Com quase certeza afirma-se que a necessidade da narrativa maior de ter tudo acontecendo em um mesmo período de tempo prejudicou a execução do plot da vez.

Foi esquisto, estranho, sem um encadeamento bem trabalhado. Os fatos foram simplesmente acontecendo. Foi assim nos flashbacks e foi assim no tempo presente.

Arrisca-se dizer que esse será o episódio da estrita e pura vingança, no qual veremos qual dinheiro falará mais alto, se o do homem amargurado com a capa de justiceiro ou o do homem corrupto travestido de político. Pelo menos isso desenvolvam bem.