Justiça – 1×14 – Capítulo 14

Imagem: Gshow

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Entrando em sua reta final, a trama dos capítulos de terça trouxe alguns confrontos e encontros que esperávamos ansiosamente nesta última exibição.

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Primeiro tivemos Fátima ajeitando seu quintal e achando a lata com drogas escondida por Kellen e Douglas há sete anos, motivo que a levou para a prisão e deu o golpe final na desestruturação de sua família. Finalmente foi confirmado que a ideia de malocar as drogas veio de Kellen, o que não diminui em nada os erros de Douglas, que implorou por perdão.

Seguindo a linha de sua personalidade resiliente, Fátima não só perdoou Douglas e aceitou ser sua madrinha de casamento (“Só porque gosto muito da Irene.”), ela ainda aceitou preparar os quitutes da festa. Como insisti Firmino, “Fátima não existe!

E falando nele, o shipp que todos queriam saiu da paquera para o beijo. O interesse entre Firmino e Fátima já vinha acontecendo desde a primeira vez que eles se viram no barzinho em que Firmino se apresenta. Foi importante para Fátima sair de sua zona de receios e tentar viver mais partes da vida que lhe foram preteridas por tantos anos. Foi importante para a história ter encontros como esse. É de se fazer acreditar em pessoas com boas intenções ao ver a cumplicidade que foi construída entre os dois enamorados. Liberem o romantismo meio bizarro que há em vocês: “até teu crime é lindo”.

E de amor o episódio teve muito! Vai dizer que o pedido de casamento de Douglas não derreteu os corações mais gelados? Ele mesmo, o Douglas, que nos causa tanta repulsa e simpatia. E maravilhosa também foi a cena em que ele, cheio do recalque, vai entregar o convite de seu casamento a Kellen. Faltou só tocar Gian & Giovani.

Mas um dos grandes momentos do capítulo foi o confronto entre Kellen e Suzi, agora revelada Mayara. O embate entre as duas já estava cantado, era o plano de vingança da menina que viu sua família ruir debaixo de seu nariz. E como ela foi certeira na leitura de Kellen, que nem de perto poderia ter imaginado o que se passava com uma de suas meninas. Reação esperada a de navalhar Mayara: Kellen se faz de racional, porém a passionalidade ali domina – não se esquecendo da vaidade, é claro.

Foi-se Mayara para o hospital. Celso, já vislumbrando um pé-na-bunda da namorada, deu toda assistência a “funcionária”. Parecia até que assinava a carteira da mina. A internação de Mayara foi o pretexto necessário para reunir Fátima e seus filhos novamente debaixo do mesmo teto. Foi o que Fátima precisava para tirar a filha da prostituição.

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Acordo feito, Fátima foi atrás de sua própria vingança, protagonizando o outro grande momento do capítulo, talvez o melhor, pois desde o início se esperava um descontrole de Fátima para agitar um pouco seu sistema. Ela passou a vida se controlando e repetindo para os filhos e para si seus mantras de resiliência. Muito controle requer um descontrole para se atingir um controle mais pleno. Percebem?

Mas ali, com aquela garrafa na mira do pescoço de seu calo, de seu martírio, Fátima deixou a ferocidade tomar conta. Por breve momento, é claro. A imagem de se pegar reclusa novamente foi o freio a uma possível investida mais agressiva (ainda).

Vá lá que tenha sido uma grande cena. Incomodou que esse desequilíbrio para atingir um equilíbrio tenha sido motivado pelo heroísmo da maternidade. Só vale se deixar levar pela emoção, quiçá pela irracionalidade, pelos filhos? Fátima recairia no erro se assim o fizesse, correndo o risco de sofrer consequências infinitamente mais graves.

O final ficou por conta da sonhada e esperada reunião em família, como se a partir dali tudo voltasse ao eixo da serenidade e pacificidade, da rotina do trabalho, do contento e da alegria com muito pouco lá do começo da história. Os filhos pródigos retornaram ao lar e demonstram chance de um futuro. Tem esse cara bom moço que servirá de um bom exemplo para nós. Oras, é o que Fátima quer da vida. Oras, que se permita que ela tenha isso. Que se permita que haja pingos de felicidade. Nunca fez mal a ninguém.

Só convenhamos que final feliz, pleno e realizado não parece ser muito o caminho de conclusão da minissérie. Aguardemos o capítulo final.

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