Justiça – 1×17 – Capítulo 17

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Imagem: Reality Social (Twitter)

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“Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus”

Chegou ao fim a história de Elisa e Vicente, e sabe o chão em que eu estava após o episódio da semana passada? Então, estou lá de novo.

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Já ouvi que a vida (inclusive a música tema dessa história diz isso) é o pior castigo, e nesse caso ela realmente foi cruel. Vicente, mesmo pagando pelos seus erros após ficar sete anos preso (quem somos nós para julgar o sistema prisional, ), não foi perdoado pela vida, que o levou de um jeito frio, rápido, mas nada indolor. Não pensem que estou defendendo um assassino, estou falando sobre alguém que sempre carregou o peso da culpa e lutava para se perdoar e dar uma vida melhor para sua família. Vicente foi de um menino mimado e violento para um homem castigado, simples, mas ainda assim cheio de sonhos.

Todos os caminhos que ele percorreu no seu último dia deixavam como certa sua morte, mas ainda assim, eu não quis acreditar. Na verdade, o verdadeiro mistério seria como essa morte aconteceria. Pensei em Elisa, mas seria óbvio demais, depois cogitei Antenor e até Theo, mas foi o destino mesmo que levou o nosso herói ao contrário. Vicente morreu ali olhando para uma Elisa que buscava sua última vingança, ao não chamar o socorro – que nem chegaria a tempo mesmo.

Enquanto Elisa se sentia vingada, Regina buscava alguém para culpar, e não demorou para ela encontrar isso na professora. Enquanto Elisa se libertava e doava todas as coisas de Isabela, Regina aprendia a atirar, para assim buscar a sua própria justiça.

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Imagem: Reality Social (Twitter)

Muita gente não gostou dessa história, olhou com olhos chocados o envolvimento de Elisa e Vicente, mas eu achei tudo uma verdadeira aula de roteiro. Misturando conceitos da psicologia e do direito, essa história foi um tapa na cara de quem acha que a vida ou é 8 ou é 80. Moralismos, politicamente correto, bandido bom é bandido morto, o conceito do bom e do ruim, tudo isso foi destruído na história de Vicente e Elisa.

No fim, eu saí aplaudindo e com o mesmo aperto no peito que eu senti lá no início. E está aí o sucesso disso tudo. Quando a história te faz pensar por no mínimo dez minutos logo após o seu fim, te faz discutir sobre ela, então conseguiu aquilo que queria, esse é o objetivo de qualquer roteirista. E foi triste, foi doído, foi a vida como ela é!

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