O criador de Landman, Taylor Sheridan, consolidou-se como um dos nomes mais influentes da TV atual, mas a 2ª temporada da série escancarou aquele que talvez seja seu maior problema como roteirista: a dificuldade em sustentar o ritmo no meio das histórias.
O final da 2ª temporada de Landman foi eficiente, emocionante e cheio de significado, preparando o terreno para o futuro da trama. O problema é que esse desfecho veio depois de oito episódios irregulares, marcados por romances arrastados, conflitos pouco inspirados e tramas que surgem sem impacto e desaparecem sem conclusão.
A sensação geral é a de que a série passou tempo demais “enchendo espaço” até chegar ao clímax.
O problema do “miolo” em Landman e outras séries de Sheridan
Esse não é um caso isolado. O mesmo padrão aparece em outras produções de Sheridan, como Yellowstone e 1923: estreias fortes, episódios centrais lentos e finais impactantes. Sheridan domina o começo e o fim, mas frequentemente perde o controle do ritmo narrativo no desenvolvimento, especialmente em temporadas longas.
Curiosamente, esse problema quase não existia quando ele trabalhava no cinema. Filmes como Hell or High Water e Wind River mostram um autor preciso, conciso e poderoso, justamente por lidarem com histórias mais curtas e focadas.
Talvez o maior desafio de Taylor Sheridan hoje seja entender que seu estilo funciona melhor no cinema do que na televisão seriada. Enquanto insistir em narrativas longas sem densidade suficiente no meio, suas séries continuarão dividindo público e crítica, como aconteceu com Landman.