Law & Order: True Crime – 1×01 – Episode 1 [SERIES PREMIERE]

Imagem: NBC/Divulgação

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Para quem teve a oportunidade de ler um pouquinho sobre os crimes cometidos pelos irmãos Menendez e os julgamentos que eles enfrentaram nos anos posteriores, como este que vos escreve, sabe que essa história é maior, mais interessante e carregada de nuances para ser abordada e desenvolvida em oito episódios. Entretanto, observando a maneira redondinha que American Crime Story abordou The People v. O.J. Simpson resolvi dar uma chance para as promessas de True Crime e esperar (com muita esperança) que a NBC daria toda a liberdade possível para essa equipe criativa.

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Imagem: NBC/Divulgação

Analisando pelo primeiro episódio, a minissérie tem um enorme potencial mas ficou claro também que preferiu mostrar suas armas no futuro. O roteiro, sabiamente ou não, tomou um caminho mais didático para atrair os telespectadores que nunca ouviram falar do caso e muito menos dessa família, até porque boa parte do público alvo (de 18 a 49 anos) não estava vivo ou prestando atenção no que estava acontecendo no noticiário. Não vejo problema com essa estratégia, porém o ritmo me preocupa já que a direção falhou em manter uma continuidade nas sequências.

Ainda nesse problema, acredito foi uma das maiores falhas desse Series Premiere porque não tivemos tempo de nos aproximar dos protagonistas. Não acredito que há alguma dúvida de que os irmãos realmente assassinaram os seus pais, mas será muito difícil acompanhar as sequências de tribunal e entender o argumento da defesa sem que possamos demonstrar empatia por eles. A capacidade de abrir a cabeça do telespectador é fundamental, o que não foi exercitado em nenhum momento deste episódio.

Edie Falco, entretanto, surpreendeu nas suas poucas cenas. Com força e uma sabedoria impressionante do texto, da história e da sua personagem, a atriz mostra que entende bem o que tem que fazer, qual sua missão à frente da primeira temporada de Law & Order: True Crime e que, assim como em American Crime Story, a história não é sobre os criminosos sentados nos bancos dos réus, mas sim quem os defende e quem os acusa.

Em síntese, acredito que há um enorme problema de ritmo, continuidade e foco a serem corrigidos nos próximos sete episódios, mas isso não quer dizer que a série não tenha os recursos e as ferramentas necessárias para chegar ao seu objetivo final de entreter os telespectadores e fazer com que pense sobre o real significado de justiça. Afinal de contas, essa é uma série da marca de Dick Wolf.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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