Law & Order: True Crime – 1×07 – Episode 7

Imagem: Justin Lubin/NBC/Divulgação

Eventos de grande repercussão nacional e internacional tendem a capturar o melhor (e o pior) de uma sociedade para que gerações futuras possam analisar e tirar suas próprias conclusões, além dos  historiadores escreverem seus livros e produzir documentos importantíssimos. O julgamentos dos irmãos Menendez, de O.J.Simpson e as audiências de Anitta Hill no Senado norte-americano contra Clarence Thomas são bons exemplos do quão machista a sociedade estava e que, infelizmente, pouca coisa mudou desde os anos 1990.

Imagem: Justin Lubin/NBC/Divulgação

No penúltimo episódio da temporada, temos a deliberação do jurados. Uns podem ver como o clímax, outros enxergam como o anti-clímax, haja vista que nós já vimos o testemunho dos irmãos, mas o roteiro mostrou-se atento e sensível ao explorar cada jurado sem moralismos, clichês ou mensagens bonitinhas. Cada membro daquele júri realmente representava um segmento social que dividia-se entre o que lutava para manter-se relevante com o aqueles, ou melhor, aquelas que flertavam com a prosperidade social.

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É importante que o telespectador tenha assistido tais sequências sem filtro. Cada um de nós sabia qual posição tomar naquela situação, mas também julgávamos (e concordávamos) com os membros do júri, por isso parabenizo a direção e o roteiro por não trazer pré-concepções ou reforçar estereótipos. O elenco escolhido foi geralmente bom, com alguns se destacando mais do que os outros, mas perfeitos para compor uma das melhores cenas desta primeira temporada.

Com a oportunidade de falar de televisão e mídia desperdiçadas, apesar da CourTV ter desempenhado uma função importantíssima durante as deliberações, vimos o roteiro trabalhar com muita força a questão do machismo e como que uma mulher conseguia, apesar da adversidades, dar conta do maior trabalho da sua carreira, criar um filho recém adotado e ainda ter que lidar com um juiz grosseiramente imparcial.

Acredito que o roteiro perdeu uma grande oportunidade de falar mais do lado materno de Leslie Abramson, pois quando a personagem de Julianne Nicholson olha para colega de defesa e afirma que não tem condições de manter-se a frente do caso com um novo julgamento a vista, temos a câmera focando em Leslie mais uma vez porém com uma certa ambiguidade – será que ela realmente vem conseguindo criar o filho que tanto desejou? Ou será que é a imagem que quer projetar?

Quando essa série começou, tive muitas dúvidas sobre sua qualidade e capacidade de chegar ao Emmy de 2018. Às vésperas do Season Finale, digo com muita segurança que Edie Falco tem, sem sombra de dúvida, ser indicada.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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