Legends of Tomorrow – 1×12 – Last Refuge

LOT
Imagem: Banco de Séries

 

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Redigir alguns comentários a respeito de um episódio que se encaminha para a reta final do seriado às vezes não é tão simples quanto parece. Ver LoT decair na qualidade a alguns episódios me fez criar grandes esperanças de uma renovação final. Essa semana, percebi que ao invés de querer uma mudança no estilo dos episódios, eu deveria mudar a maneira como eu vejo e entendo o que está sendo proposto. Sei que parece estranho, mas vou tentar explicar o mais breve possível.

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Quando vi o desfecho do episódio anterior, me empolgou muito saber que iriam trabalhar a personalidade de nossos personagens em versões mais novas. A visão de Mick observando sua casa em chamas é muito interessante. E posso dizer que o trabalho feito com a interação de ambos os atores foi muito bem realizado. Contudo, a minha esperança de ver mais desse tipo de interação caiu por terra, quando mostraram as versões de Sara e Ray já conhecidas por nós. Não que tenha sido entediante rever Sara pré Lian Yu, mas eles poderiam muito bem trabalhar com atores mais novos. Contudo, o foco do episódio se deu mais a histórias pessoais dos personagens com seus passados.

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Com o decorrer das cenas, minha empolgação inicial foi decaindo. Recrutar suas versões “bebês” foi simplesmente um ato de: “Não temos tempo para trabalhar duas personalidades nos atores, vamos adicionar versões não tão expressivas e somar isso a mudanças temporais”. Sinceramente, isso me intrigou bastante. Primeiro, porque as viagens no tempo que eram intensas e turbulentas, agora são feitas em uma naturalidade incrível. E ainda mais por trabalharem de maneira relativamente singular com a mudança temporal.

Em um universo tão amplo, não é fácil usar mudanças temporais. A retenção das pequenas versões de personagens como Jax e Stein, podem muito bem alterar a composição genética de ambos na explosão do gerador de partículas para a formação do Nuclear. Sara nunca irá para Lian Yu e não se tornará Black Canary, se ficar retida no espaço por demasiado tempo. São situações peculiares que envolvem mais do que uma série… Claro que os produtores não alterariam dois seriados veteranos por conta de um estreante, mas são situações a se pensar.

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Por um problema de logística de agenda, este seria um episódio incrível para trazer personagens já conhecidos de volta. A irmã de Stein, Laurel, a real esposa de Stein, a noiva de Ray… Personagens que já tivemos certo contato e que poderiam impulsionar o seriado. Tivemos o prazer de conhecer um pouco mais da história de Jax, que foi demasiadamente interessante. Podemos ver Cap. Lance com cabelo, outra parte bem divertida. Mas ainda assim foram pontos bem isolados em um mar de negatividade.

No meio de tantos defeitos, comecei a me questionar onde os produtores estavam acreditando acertar. E foi aí que me sintonizei em algumas situações. Trabalhar com Savage em todos os episódios iria tornar a série uma monotonia sem fim. Adicionar essa situação dos Mestres do Tempo, foi ideal para quebrar aquela ideia de que todo episódio devemos seguir o vilão para destruí-lo. Com certeza poderia ter sido mais bem feita, mas foi um episódio essencial para endireitar as coisas para o fim.

LOT 2
Imagem: Banco de Séries

Fechando esse testamento de opiniões pessoais, digo que tivemos sim pontos positivos e críticos para o decorrer do seriado. A Peregrina foi uma das melhores “rivais” dos heróis e fez bem seu trabalho. Aquela luta final, com o mini Rip matando ela, foi interessante, até mesmo para trabalhos futuros do passado do ator. Ficou confuso, mas vocês entenderam, né? No fim, as coisas estão bem instáveis… Como é uma série esperamos por situações positivas próximas, e até mesmo por crer que não irão trabalhar três histórias por causa de uma série que ainda não explodiu com enredo próprio. Querendo ou não, LoT vai depender de suas preceptoras por um bom tempo, e enquanto isso ocorre, vamos moldando nossa visão sobre uma série de potencial incrível que precisa de ajustes iniciais, afinal, que serie nunca passou por dificuldades de concretização??

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.