Legion – 1×01 – Chapter 01 [SERIES PREMIERE]

Imagem: FX/Divulgação

O universo dos X-Men está de volta à TV! O canal FX, em parceria com a Marvel, trouxe para as telas história do mutante David Haller, o Legião. Nos quadrinhos, ele é filho de ninguém menos que Charles Xavier e de uma embaixadora israelita sobrevivente do Holocausto.

Diferente dos que muitos pensam, o poder primário do Legião não é o de ter muitas personalidades. Na verdade, ele é capaz de criar várias mutações a partir de uma fonte desconhecida. O que ele faz é criar uma personalidade para cada mutação fazendo com que, muitas vezes, elas briguem pelo controle da mente dele. Além disso, ele também é capaz de sugar a consciência das pessoas, tornando-as parte do seu estoque de personalidades.

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Imagem: FX/Divulgação

Ainda falando dos quadrinhos, o evento mais notório é quando ele suga a mente do terrorista Jemail Karam, que ao perceber a natureza boa do filho de Xavier, tenta a todo custo dominar a mente dele.

Mas vamos a série! Apesar de ser uma série em parceria com a Marvel, é óbvio que não teremos menção nenhuma aos Vingadores. Até porque, não fica claro se teremos alguma ligação com os filmes dos mutantes (melhor que não tenha mesmo). Mas conhecendo qualquer produção que tenha dedo de Bryan Singer, não podemos confiar em nenhuma ordem cronológica.

A expectativa a cerca de Legion estava muito acima de ser simplesmente “a volta dos X-Men para TV”. Noah Hawley, responsável pela a adaptação, também foi responsável pelo estrondoso sucesso da adaptação de Fargo para a televisão. A sua marca se destaca quando não fica evidente que estamos vendo uma série de super-heróis.

Nos primeiros momentos, as montagens das cenas nesse primeiro episódio causam bastante estranhamento. Parecia que tinham picotado vários frames, juntado tudo de novo e jogado na tela. Mas tudo era proposital. Eles queriam que nós observássemos como tudo funcionava na cabeça de David. O jogo de câmeras rodopiantes mostra que os enigmas não estão no mundo real e sim na minha mente dele.

A maior parte do episódio se passa dentro do Hospital Psiquiátrico Clockwork. E nada ali faz sentido, os diálogos não tem muito nexo, as consultas com os médicos não dão resposta nenhuma e os personagem são todos apáticos. Mas tudo isso só fortalece mais ainda uma coisa: o quão daquilo é real? O hospital existe? Os personagens existem? A irmã de David é real?

Quem me deixou bastante intrigado foi a personagem Sydney Barrett, interpretada pela atriz Rachel Keller. No fim, parece que ela também é uma mutante. Mas qual o seu poder? Porque ela não pode ser tocada? Como ela consegue entrar na mente e nas memórias do Legião?

O episódio tem alguns nuances cômicos, como a cena em que David pede Syd em namoro, além dos instantes finais terem uma certa dose de ação. Mas as lutas são mal coreografadas e os efeitos passam longe de serem satisfatórios, porém fica evidente que Legion não seguirá por essa linha, será mais uma luta entre mutantes e governo por um mundo igualitário.

Legion está longe de possuir o melhor episódio piloto de todos os tempos e os fãs fervorosos dos quadrinhos também podem ficar descontentes, mas a série, em uma hora de duração, conseguiu de forma fiel estampar nas telas o funcionamento da mente de um dos mutantes mais importantes dos X-Men. Isso é um belo acerto e um ótimo motivo para continuar acompanhando Legion.

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