Lethal Weapon – 2×02 – Dancing in September

Imagem: Youtube/Reprodução

Na minha última review, eu estava ansiando por uma mudança na trama principal. Parece que foi exatamente isso que esse segundo episódio nos deu. A máfia russa é um dos principais clichês de vilania para os americanos, eles colocam um cara fortão que fala com um sotaque puxado e com uns “erres” arrastados e que geralmente é o vilão. No caso desse episódio, acho que o clichê foi um ótimo gancho para trazer a agente Palmer novamente para a trama.

No final da última temporada, Palmer forneceu a Martin informações sigilosas sobre a morte de Miranda. Só agora foi que ele pôde perceber a consequência da ajuda. Palmer foi descoberta e ficou impedida de fazer trabalhos em campo, e Riggs ganhou mais um motivo para se culpar sobre algo.

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Acho que a Palmer apareceu num momento bem oportuno. Justo na fase em que Riggs baixa sua guarda, desiste da vingança pessoal e decide tentar viver uma vida normal, inclusive em assuntos amorosos, a agente aparece. Já está muito na cara que isso não vai dar muito certo, a única coisa que estimula meus neurônios nessa parte é saber como ele vai reagir ao provável rompimento eminente.

Pensando no outro lado, tem sido interessante acompanhar a nova fase de Murtaugh com seu filho mais velho indo para faculdade. Wayans sabe fazer o papel de paizão muito bem, e eu me divirto com as cenas em família. Tenho certeza de que a agente Santos vai trazer ainda muitas cenas cômicas, ainda mais engraçadas que a história quase amorosa entre ela e Roger ou a do toque das mãos enquanto September do grupo Earth, Wind & Fire toca ao fundo, confirmando as suspeitas dele Roger de que aquela noite de tocaia realmente significou algo a mais para a policial.

Uma característica que sempre me deixa boquiaberto é a forma como eles sempre arrumam um jeito de resolver os problemas do episódio, e quase nunca as soluções são convencionais. Eles estão procurando uma pessoa que fez cirurgia de mudança de rosto e encontram a tal da pessoa que, por acaso, estava indo buscar os remédios no mesmo horário em que eles estavam lá procurando por ela. Eles realmente possuem um feeling incrível e um timing impecável. Essas e outras cenas meio óbvias tornam o episódio mais interessante, porque sabemos que nada na vida real é tão fácil assim.

Algo que tenho gostado bastante dessa série é que em alguns aspectos – bons aspectos – ela acaba sendo uma extensão muito sincronizada dos filmes da franquia. Cada episódio carrega em si uma marca que nos leva a pensar na origem, isso sem falar nos easter eggs que são colocados durante as cenas ou com alguns personagens, como no caso do Leo, interpretado com maestria por Thomas Lennon na primeira temporada – estou na expectativa de que ele vire um personagem permanente na série, mas se ele fizer só mais algumas aparições, já fico bem feliz.

Até a próxima!

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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