Lethal Weapon – 2×03 – Born To Run

Imagem: Youtube/Reprodução

Mais um ótimo episódio, com boas dosagens de ação e humor. A doutora Cahill não deu as caras, mas a nova manda chuva do departamento de policia de Los Angeles, Gina Santos, deu conta do serviço de trazer um pouco de reflexão à vida do detetive Riggs. Senti que o episódio focou bastante nas mudanças emocionais do personagem e nos conflitos com a nova vida e a possibilidade de se relacionar outra vez.

Antes de mais nada, só queria dizer que foi hilário o cara, na cena inicial, sem saber se o que ele estava vendo era mesmo a Shaye ou apenas fruto de sua imaginação fértil, por conta do baseado de qualidade que ele estava fumando.

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O episódio explorou muito bem a readaptação de Riggs e seu relacionamento com agente,  os desconfortos, as cobranças e as reações de ambos os lados foram bem convincentes. Enquanto Roger dava conselhos e indiretas e Riggs ignorava, Palmer tentava entender o que era, de fato, aquela relação. Durante toda a trama, foi interessante perceber que ela estava realmente se entregando à relação, e acho que isso acabou trazendo a tona o medo de se frustrar e como estamos falando de Martin Riggs, as chances de dar algo errado eram grandes mesmo. Até entendo os porquês de ela ter se afastado, mas me cortou o coração ver as flores no carro dele enquanto ela dizia que não queria mudá-lo de modo que ele viraria o cara que levaria flores. O pior é que ele estava se esforçando de verdade, tanto que até lavou o cabelo pra ir ao brunch na casa do Roger.

Imagem: Youtube/Reprodução

A agente Santos parece que está começando a entender o funcionamento da dupla dinâmica e, mesmo não concordando com o modus operandi dos dois, já percebe a eficiência do trabalho. O bom é que ela está aprendendo a fazer o “sanduíche de elogio”, então logo mais já estará familiarizada com as tantas catástrofes que eles causam para darem solução para os casos. Por outro lado, achei bem interessante ela conseguir enxergar Riggs com mais profundidade, a ponto de propor que ele parasse de atuar, fingindo-se de louco. Foi uma visão mais complexa e tão impactante para Martin, que a conversa entre os dois o deixou incomodado. Será que ele finge mesmo?

A cena do barranco me deixou muito satisfeito. Acho que a graça da filmografia dessa franquia, em parte se dava pelos fatos quase impossíveis que aconteciam (tipo as armas cujas munições nunca acabavam) e eu considero essa sequência de cenas como um sinal de que eles não pretendem parar com isso. Murtaugh e Martin estavam indo na direção contrária, mas ainda assim conseguiram fazer um rápido retorno e encontrar Shaye e o ex namorado na exata hora em que eles iam se jogar penhasco abaixo. Se fosse só por isso, tranquilo, mas o carro só caiu depois que Riggs tirou o produtor de Shaye do porta-malas, mas não antes convencê-lo do erro de ter agredido a artista fazê-lo se arrepender. Acho que cenas desse tipo nos ajudam a ver melhor a magia das produções televisivas. Estamos sempre em busca de algo que seja cada vez mais realista mas, às vezes, o que parece mentira, o absurdo é que nos chamará mais atenção. Nesse sentido, os produtores da série estão usando a medida certa de cenas “incomuns”.

Até a próxima!

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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