Lethal Weapon – 2×06 – Gold Rush

Imagem: YouTube/Reprodução

De longe um dos melhores episódios da série. Estou curtindo muito essa pegada de ir sempre mais a fundo na vida de Riggs e da relação mais próxima que ele tem se permitido ter com seu parceiro. Estou começando a gostar ainda mais da atuação de Clayne Crawford. Ele tem dado conta das mudanças emocionais do personagem de uma maneira bem competente e, mesmo assim, não perde aquele jeitão de louco.

O início desse episódio me lembrou bastante os começos dos episódios da série Preacher desse ano. Acho que foi pelo mix de cenas da infância do personagem principal junto com uma trilha sonora e aquela fotografia característica de memórias antigas. Para mim, esse foi um dos pontos que me fez gostar muito desse episódio, fora as questões do passado de Martin, que foram lindamente tratadas.

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A relação de Riggs com Jake foi bem explicada ao longo das cenas. Eu achava até que, por conta da proximidade, Martin e a esposa de Jake, a Molly, tiveram um affair. Quando eu vi o filho loiro do Jake, até pensei besteira, mas acho que entre Molly e o detetive é só amizade mesmo. Por falar em romance, a relação da “equipe B” está esquentando. Não da forma que gostaríamos, mas de um jeito ou de outro, está rolando uma tensão sexual entre eles. O jeitão atrapalhado de Bowman e as caras que ele faz, quando está perto da Bailey, fizeram valer as poucas cenas em que ele apareceram.

Finalmente descobrimos a relação de Riggs com a Carabina Winchester que ele tentou se desfazer, sem sucesso. Até aquele flash que ele tem da noite em que seu pai foi morto, eu achava mesmo que ele é que havia atirado no seu pai. No episódio Flight Risk, a conversa entre ele e a agente Gina deu a entender que ele havia atirado no pai. Foi uma surpresa ver que Jake foi quem o “salvou” das surras de modo definitivo.

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Curti ver os filhos de Murtaugh juntos e ri muito com o desfecho da novela que o detetive fez para descobrir de quem era aquele baseado. Culpou a esposa, os filhos e até o parceiro – o cara mais suspeito de todos para esse tipo de situação. E, no final, o “fino” pertencia a uma parente distante. É engraçado como Roger sempre tenta, de alguma forma usar os recursos do departamento para resolver suas questões familiares e o resultado nunca é o esperado.

Percebendo o nervosismo de Martin, ao entrar na audiência da condicional do amigo, dava para ter uma boa noção do quanto aquela amizade significava para ele. Me incomodou bastante o tanto de vezes que Jake cobrou de Riggs pelo “favor” que ele havia feito e a forma como Riggs sempre baixava a guarda por causa disso. O legal foi vê-lo vencer esse trauma ao final do episódio, impedindo que o amigo se desse bem, mas ainda assim dando uma última chance para que ele mudasse de vida. Algo me diz que ainda teremos notícias do Jake. Vamos esperar para ver.

Gostei da performance do capitão, que mais uma vez mostrou que assim como ele confia nos instintos da dupla. Martin também podia confiar que ele guardaria seu segredo. No final, ele se abriu um pouco mais com Roger e até ajudou o parceiro a lidar com a brisa dos biscoitos batizados que a prima Connie deixou junto com o baseado.

Até a próxima!

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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