Lethal Weapon honra o legado de Máquina Mortifera

Imagem: FOX

Lethal-Weapon-FOX-Image

Continua após publicidade

 

Continua após a publicidade

Martin Riggs está de volta junto com o detetive Murtaugh. A dupla “good cop, crazy good cop” retornam, desta vez, em um formato diferente. Inspirada nas obras primas de Richard Donner, Lethal Weapon se transformou em série de TV e veio para rechear ainda mais a Fall Season 2016.

Continua após publicidade

Quem assistiu os clássicos filmes da franquia conhecida aqui no Brasil como Máquina Mortífera, sabe que a pegada da produção é trazer muita ação misturada com drama e comédia. Assim como os longas, a série de TV preenche bem esse quesito, trabalhando em ambos os protagonistas as questões chaves para proporcionar ao espectador o melhor destes dois sentimentos.

Riggs, interpretado aqui por Clayne Crawford, é um policial que recém perdeu a esposa – grávida – em um acidente. Constantemente tem pensamentos suicidas, pela falta que sente da mulher. Ele acaba indo trabalhar em Los Angeles com Roger Murtaugh – o gente boa Damon Wayans, de Eu, A Patroa e as Crianças, um detetive que encarou a morte através de um infarto e está cheio de vontade de viver. Completamente opostos, eles são colocados juntos nas ruas e vivem situações inusitadas – a maioria divertidas, para o prazer do espectador.

Continua após publicidade
Imagem: FOX

A introdução, com a cena em que Riggs detém um assalto ao banco, foi muito inspirada em uma cena do primeiro longa, protagonizada por Mel Gibson, com o personagem desafiando o bandido e depois o desarmando. Na série, pareceu-me um tanto exagerada, mas acabou, de alguma forma, funcionando. As homenagens não pararam por aí: a cena do jantar é bem próxima a que acontece no primeiro longa, assim como algumas falas de Riggs que soam idênticas. A série, além das boas cenas de ação, tem uma ótima direção, coreografia de cenas impecáveis e muitos carros em movimento, tudo para agradar em cheio o público apaixonado por esses aspectos. A comédia vem em dose certa, e deverá ser protagonizada, na maioria das vezes, por Murtaugh. Mas isso não impede de Riggs arrancar boas risadas do público, porque ele, por si só, já é um lunático que vive situação engraçadíssimas.

Com uma sintonia entre os atores bem próxima do que Mel Gibson e Danny Glover apresentavam nos cinemas, Damon Wayans consegue sair da sombra de seu papel de Eu, A Patroa e as Crianças, assim como Crawford, que vem para se firmar na TV aberta. A dupla tem tudo para segurar a série e fidelizar um público que goste de ação e comédia, no maior estilo Common Law de se produzir séries de TV.

O show, provavelmente, seguirá o formato procedural, esgotado na TV atualmente. Mas o carisma de ambos, amarrado à um bom roteiro, tem tudo para seguir adiante. A FOX tem comemorado com os números e a série desembarca no dia 04 de outubro aqui no Brasil pela Warner Channel. Não dá para perder…

Criador do Mix de Séries, atua hoje como redator e editor chefe do portal. Especialista em SEO e construção de textos para internet, também atua como webwriter com foco em textos para o Google. Autor na internet desde 2011, passou pelos portais TeleSéries e Box de Séries. Fã de carteirinha de Friends, ER e One Tree Hill, é aficionado pelo mundo dos seriados. Também é fã de procedurais, sabendo tudo sobre o universo das séries Chicago, Grey's Anatomy, e séries de sucesso como La Casa de Papel e Lucifer. Também é fã da DC Comics, e acompanha produções inspiradas em personagens da editora, como Titans e até o mais recente produto da editora, Sweet Tooth.