Lethal Wheapon – 2×04 – Flight Risk

Imagem: Youtube/Reprodução

Esse episódio trouxe um mote muito sugestivo para continuar a falar da vida pessoal de Martin Riggs. Um caso onde uma pessoa tem problemas com o pai e tenta esquecê-lo de qualquer forma, mas sem sucesso, porque aquilo sempre volta para incomodar. Ao mesmo passo que nosso detetive pirado decide se desfazer de algumas coisas que lhe traziam lembranças ruins, a aeromoça seguia sua vida lindamente tentando não ser prejudicada pelo passado frustrante que teve com seu pai.

Eu demorei pra perceber, mas eles sempre entram em alguma enrascada que dá prejuízo pro carro do Roger. Geralmente uma batida inesperada ou alguns tiros, igualzinho nos filmes da franquia, sensacional!

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A relação de Gina com o departamento de Avery tem evoluído, isso é um ponto a comemorar. Mesmo ele achando que a ida – obrigatória – à conferência de liderança tenha sido um agrado, quando na verdade foi uma punição, eles estão começando a se entender. Embora a comunicação entre os dois esteja fluindo bem, justo no momento em que conversam sobre ele ser levado a sério pelos seus liderados, a dupla dinâmica aparece e começa a desmoralizar o cara na frente da agente. Esse tipo de cena é bem clichê, mas é engraçado.

No núcleo familiar de Roger, percebo que ele tem sentido falta do filho mais velho. Talvez por isso esteja tentando se aproximar de Rianne, sem muito êxito. O “desespero” dele é tamanho que ele aproveita da situação da aeromoça com o pai para pegar umas dicas. O legal é ver que até o Riggs estranhou e deu uma olhada indiscreta para o parceiro. Pior ainda é a conversa que Murtaugh tenta ter com a filha depois que ela é apreendida por protestar pelo meio ambiente. Embora ele tenha experiência em interrogar suspeitos, foi hilário vê-lo sem reação, tentando sair da sala enquanto Rianne soltava o verbo com ele.

A parte em que a Winchester de Riggs volta pra ele, mesmo sem querer mostrou um pouco dos traumas que ele ainda tem por conta da infância conturbada e da relação com o pai. Ele tenta se livrar do passado, mas algo sempre volta. Embora tenha um jeito meio louco de viver, sinto que aos poucos, ele está conseguindo se arranjar com seus problemas psicológicos, graças à ajuda da Dra Cahill. Martin tem demostrado até uma certa preocupação com o parceiro. Ficou apreensivo quando Murtaugh sugeriu que fissem ao hospital depois do tiroteio em Chinatown, mesmo que os únicos feridos ali fossem o panda e o orgulho dele.

Em minha opinião, o vilão desse episódio bem que podia ter ganhado um papel mais duradouro na série, gosto muito daquele das atuações de Adrian Pasdar, que pra mim sempre será o senador Nathan Petrelli, da série Heroes. Por falar em passagem curta, será que ainda veremos a agente Palmer?

Além disso, só pra deixar registrado, dei muita risada com o Bowman e a cena do lago.

Até a próxima!

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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