Limitless – 1×06 – Side Effects May Include…

Limitless – S01E06 – Side Effects May Include…
Imagem: IMDb/Divulgação

 

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Mais uma semana veio e (quase) partiu, e com ela, mais um episódio de Limitless. Nesta semana, Bradley Cooper retornou a série (para agitar a trama), nós (e Rebecca) fizemos algumas descobertas – que só levaram a mais perguntas – sobre a origem do NZT e, como bônus, vimos Brian enfrentar os mais terríveis efeitos colaterais, tudo nos 43 minutos muito intensos de “Side Effects May Include…”.

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O episódio decididamente preparou mais surpresas do que eu esperava. Afinal, embora a reação de Rebecca tenha ficado dentro do previsto pelo próprio Brian no episódio passado, não esperava que a trama da semana envolvesse um Red Team, menos ainda Brian indo para o rehab (what an irony, isn’t it?) para tentar encontrar informações sobre o pai de Rebecca.

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Embora estivesse bem claro que Brian jamais trairia Rebecca, o Mr. Sands – que agora abandonou de vez o tom de “evil minion” e (principalmente depois do final do episódio) parece ter abraçado o seu lado mais Ernst Stavro Blofeld (faltou só o gato branco)estava aterrorizadoramente convincente (com direito até a risada do mal!)

O dialogismo de Brian com ele mesmo tem sido uma das características mais marcantes – e melhores – da série. Apresentar o confronto que o personagem enfrenta ao encarar a escolha de ou aceitar as condições de Sands ou os efeitos colaterais num momento de decisão esteticamente trivial – tomar ou não tomar o NZT – para depois apresentar várias cenas em que Brian sem NZT e Brian com NZT debatem as suas opções foi um exemplo deste dialogismo empregado em seus melhores níveis, decididamente mais um dos méritos do episódio.

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Visualmente falando, a série já se destacava por usar uma paleta de cores diferenciada para cada Brian. Agora que o personagem está enfrentando os efeitos colaterais da droga, acrescentar o lens-flare à distorção visual – e, posteriormente, o decaimento e fusão das diferentes paletas – para emular a interferência dos efeitos colaterais na percepção do personagem foi uma jogada de mestre.

Algo que me incomodou profundamente (e que é impossível de não se mencionar) é que, embora a realidade do que acontece nos exercícios do Red Team seja classificada como (no mínimo) Top Secret UMBRA, a ideia de Rebecca – quando consideradas as limitações dos roteiristas no assunto – foi excelente. O problema é que, embora seja bem óbvio que a personagem só foi incluída nessa trama para criar uma narrativa mais dicotômica (dando tempo para que Brian pudesse experienciar toda a sua trama), é triste que, quando a atuação de Jennifer Carpenter melhora, tenham decidido colocá-la numa trama tão whatever.

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É claro que nem tudo foram erros na trama de Rebecca! Duas quotes entraram para o hall de “memoráveis” da série. A primeira quote (e a redenção da trama em si) veio como resultado da sugestão de Rebecca de usar o “Plan C”by the way, uma sugestão brilhante! – como medida de contra-ataque. Afinal, mesmo que a atuação dela não convença 100% do tempo, já é possível dizer “Agent Harris, remind me to never get on your bad side”. A segunda quote também surge como consequência dessa sugestão, mas depois de rever o episódio pela terceira vez – e de discutir um pouco (muito) sobre isso internet afora – me ocorreu que o tom cômico empregado na quote seja na verdade uma quebra estética para redirecionar uma insatisfação (não existente) com Naz por ela não só ser capaz de ocultar a verdade de Rebecca, mas ser b*tch o suficiente para fazer esse tipo de comentário: “Rebecca, when the director of the FBI wants to meet you, you meet the director”.

O reaparecimento de Bradley Cooper acabou também não sendo como eu esperava, embora tenha sido mais uma surpresa agradável do que qualquer outra coisa. Quando ele jogou aquele “Science can’t change the world on its own. The world needs to be willing to change” ficou evidente que essa aparição dele meramente queria trazer de volta o tom de “não-vilão” que o personagem originalmente tinha, e talvez, anular (ou, quem sabe, intensificar) a khatarsis gerada pelas revelações de Andrew Epperly (e o que aconteceu com ele por causa disso).

Como um todo, “Side Effects May Include…” foi um excelente episódio. A atuação de Jake McDorman foi fantástica – talvez a sua melhor na série (até agora). A série conseguiu concluir tudo aquilo que se propôs neste episódio e, assim como com aquelas cinco doses de NZT que Morra deu a Brian, a trama agora entrou num espaço de possibilidades intrigantes. Será Morra o culpado pelo “desaparecimento” do NZT (e dos seus usuários) das ruas? Será que Sands realmente só serve para “seguir ordens” ou ele tem uma agenda própria? Que tipo de parceria Morra quer com Brian? E, a pergunta de um milhão de dólares, será que Rebecca descobrirá essa associação? Mas, como teremos que esperar uma semana pelo próximo episódio (e para, quem sabe, descobrir mais sobre todas essas coisas), essa é a minha deixa para partir. Au revoir!