Limitless – 1×07 – Brian Finch's Black Op

Limitless – S01E07 – “Brian Finch's Black Op”

Imagem: IMDb/Divulgação

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Depois de um episódio com algumas surpresas, uma aparição de Bradley Cooper e uma avalanche de perguntas deixadas (em sua maioria, sem resposta), Limitless decidiu deixar de lado todas essas coisas e seguir por um caminho diferente e muitíssimo divertido nesta semana. Sim, “Brian Finch’s Black Op” não é uma continuação. Ele não nos traz as soluções e respostas que esperávamos depois de tudo o que vimos nos dois episódios anteriores. A série decidiu usar seus 40 minutos de forma diferente, e o resultado superou até mesmo as minhas expectativas mais insanas, sendo uma das melhores surpresas da temporada (até aqui).

Esta talvez seja a palavra que define o episódio: surpresas. É claro que temos muito daquilo que já amamos na série – chegaremos lá – e uma ou duas cenas razoavelmente brutais, mas foi o inesperado que fez do episódio tão legal.  Logo de cara, temos todas as referências possíveis à “Ferris Bueller’s Day Off”. Seja no começo ou no fim (espetacular!) do episódio, os momentos em que Brian quebra a quarta parede foram alguns dos melhores da semana, isso para não mencionar o quão hilário foi o “planejamento” de Brian de usar uma das suas cinco doses para “curtir a vida”.

E já que estamos mencionando características visuais, não posso deixar de reforçar – já que digo (e continuarei dizendo enquanto for verdade) isso em toda review – a maravilha que foi ver a transição da paleta de cores do Brian sem NZT para a do Brian com NZT sobreposta a uma paleta noturna, tudo isso envolvido na atmosfera inerente a natureza “florestal” do episódio. Ainda no assunto de elogios a se manter, o dialogismo de Brian com ele mesmo só fica cada vez melhor. Seja criando codinomes ou discutindo a sua situação com diferentes aspectos de suas mente – seja um a um ou simultaneamente com seu próprio anjo, demônio e a melhor versão possível de Rebecca (Sloane <3) – fica cada dia melhor.

Noutra parte da trama, e sendo talvez a surpresa mais curiosa, quem não se surpreendeu a intensidade que Naz foi contra a CIA por causa do “uso” de Brian? Entendo que Brian é um recurso importante e valioso, mas não esperava que ela fosse começar uma caçada que usa informações confidenciais como ponto de partida.

E como se tudo isso não bastasse, a caçada de Naz foi o cenário para que finalmente – finalmente mesmo! – Jennifer Carpenter conseguisse atuar de forma amplamente convincente. Não me entendam mal! Ela já havia flertado com a linha que divide a boa da má atuação algumas vezes, mas quando ela ameaçou cometer um crime federal cuja punição mínima é a morte só para tentar achar (e salvar) Brian, ela realmente conseguiu impressionar.

Honestamente, este pode não ser um episódio que movimente a trama tão direta ou intensamente como os dois anteriores, mas foi um dos episódios mais “agradáveis” de se assistir. Seja pela presença de Zabryna Guevara – a antiga (e recentemente assassinada) comissária Essen, de Gotham – ou pela reflexão de Rebecca sobre a evolução de Brian ou ainda pela vontade súbita de “pegar emprestado” o NZT para desenferrujar o meu russo (ou simplesmente “curtir a vida”, “Brian Finch’s Black Op” é um lembrete de todas as boas cenas que a série pode produzir. E, como não poderia haver um encerramento mais apropriado, só posso dizer: “You’re still here? It’s over. Go home. Go.”.

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Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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