Limitless – 1×11 – This Is Your Brian on Drugs

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Limitless finalmente chega a sua midseason finale, e a série nos entrega uma ou duas surpresas – especialmente (e finalmente!) a morte de Casey – deixando também um cliffhanger considerável para a segunda metade da temporada.

Iniciar o episódio com um núcleo Mike/Ike foi simplesmente hilário. Seja pela contagem de dias para se livrar de Finch de Mike ou pela insanidade das fantasias do estresse de Ike, essa dupla realmente tem potencial para, sendo mais “adensados”, tornarem-se um alivio cômico excelente. E é claro, finalmente explorar uma das tramas mais óbvias – uma invasão ao “estoque” de NZT do FBI – foi uma sacada de mestre dos produtores para o último episódio do ano.

Na verdade, toda a estética capitular – Tarantino manda lembranças – do episódio foi realmente uma escolha interessante para as o departamento de referências dessa semana. A paleta de cores no capítulo de Rebecca foi sutilmente interessante, e embora Casey tenha sido não só irritante, mas também inteiramente dispensável, o capítulo dela decididamente foi o mais “real”, por conseguir estabelecer o contraste das limitações dela com as de Brian, sem precisar ir a extremos para humanizar a personagem.

E falando nela, Jennifer Carpenter pode até não estar melhorando, mas terminar com o soldadinho via mensagem foi simplesmente espetacular. Certo, não acabou muito bem para o pessoal dele, nem para a galera do CJC, que teve que passar por todo o desconforto do confinamento, mas mesmo assim, foi uma ideia cruelmente brilhante. Brian também usaria esse recurso mais tarde, para avisar Boyle, gerando uma nova dinâmica entre esses dois, algo inesperado, mas que a série fez questão de por em xeque logo em seguida.

O capítulo de Casey foi o menos “interessante” da trama. Estava óbvio que os homens dele estavam envolvidos no desaparecimento das pílulas, e que ele provavelmente sabia disso. Mostrar a desconstrução da moral do soldadinho e de sua turma através dos efeitos e consequências do NZT foi sim interessante, mas o fato de que ele e sua turma eram a mais pura forma de whatever da trama meio que atrapalhou este capítulo (embora a lógica fria do plano para culpar Russ tenha sido boa).

O zelador ter um minicapítulo, antes do capítulo de Brian, também foi uma sacada brilhante. E embora a série tenha feito aquilo que era de se esperar – apresentar o showdown da trama no capítulo de Brian – mas isso não diminuiu a qualidade do episódio, e acabou fazendo com que as reflexões de Brian sobre a maneira com que ele tratava Boyle, Mike, Ike e o resto da equipe ficassem mais interessantes.

E para celebrar essas descentralização que a série – teoricamente – apresentou no episódio, temos o grande cliffhanger ficando a cargo de Boyle, que achou a pílula perdida de NZT, e agora enfrenta a mesma escolha que o soldadinho e seus capangas fizeram. Infelizmente, teremos que esperar até o dia 05 de janeiro, quando a série retorna, para saber qual foi a escolha de Spellman Boyle.

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Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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