Limitless – 1×14 – Fundamentals of Naked Portraiture

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Limitless parece ter decidido se redimir pelo mau gosto do episódio passado, e já abre “Fundamentals of Naked Portraiture” nos lembrando de algumas das coisas que mais adoramos na série.

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Foi hilário ver Mike e Ike recrutando outra pessoa – Spike foi uma ótima escolha de codinome – para a “guarda” de Brian, mais ainda porque eles mais pareciam dispostos a assustar do que a fazer o candidato aceitar a vaga. Também foi legal trazer toda a estética (e o lado crianção) de Brian como uma sequência direta disso, com algumas das melhores – a ser lido como “mais inapropriadamente hilárias” – cenas dele.

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O episódio investiu em redescobrir – ou pelo menos reforçar – certos conceitos (principalmente visuais) que dão a leveza e humor que funciona tão bem na produção. Coisas como o cartão de baseball de Rebecca e as referências a partes muito específicas da música e do cinema fizeram um bem enorme a série.

Na parte obrigatoriamente procedural, o caso da semana também resgatou, mas não elementos soltos, e sim toda uma trama. Quentin Walker e a CRAFT já tinham rendido um bom subplot anteriormente, e aproveitar o espaço deixado por esse subplot para ambientar o caso da semana foi uma excelente sacada da produção.

E já que falamos do caso da semana, o que dizer dessa abordagem da singularidade? Trazer a noção de imortalidade através da tecnologia combina bem com o gênero em que Limitless habita, e tentar resolver um assassinato usando o arquivo-mente do indivíduo foi, talvez, a forma mais bizarra de se abordar um assassinato que eu já vi – que fique claro, isso é um elogio. A série sempre consegue fazer bom uso dessa atmosfera techno, e foi impossível, ao considerar as respostas dadas por ELO às primeiras interações com Brian que toda a cena foi idealizada para se parecer com um teste de Turing (o teste-padrão para determinar se uma máquina consegue apresentar inteligência artificial).

Até mesmo a plasticidade da série em fazer humor foi revisitada no episódio. O tom hi-tech da ambientação do caso da semana foi bem conduzida de maneira bem leve, mas trazer os quadros nus rendeu um alívio cômico perfeito para aliviar a notícia de que Mike pode estar deixando a “escolta Brian”. Talvez essa também tenha sido a razão para termos mais um co-op desses dois.

P.S. 1: Nunca concordei tanto com um personagem quanto concordei com o novo segurança. “It’s not possible to answer that question responsibly” é a única resposta aceitável quando alguém pergunta qual é o melhor álbum do Black Sabbath.

P.S. 2: O letreiro “business/pleasure” deixou o headquarters ainda mais legal.

P.S. 3: Menção honrosa para a participação de Tate Donovan – figurinha já antiga na TV, visto em produções como Hostages, The O.C. e 24: Live Another Day. John, chefe da GERD foi tão irritante quanto Mark Boudreau.

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