Limitless – 1×16 – Sands, Agent of Morra

Imagem: IGN

Imagem: IGN/Reprodução

 

Depois de alguns episódios não-tão-bons-assim, Limitless parece finalmente ter voltado aos trilhos. Num episódio que combina uma estética (e, para ser justo, uma atmosfera bem Kingsman) de quadrinhos – ilustrados por artistas envolvidos com quadrinhos reais, como Annie Wu e Robbi Rodriguez – e não deixa de fazer umas das coisas que a série faz de melhor (abusar das referências), “Sands, Agent of Morra” conseguiu o inimaginável: aprofundar Sands, um dos personagens mais detestados e fazer isso num episódio excelente.

A trama do aniversário de Rebecca foi interessante – inicialmente, mais até que a do sequestro – e talvez tenha sido a única coisa que realmente atrairia alguma atenção para o subplot, considerando o impacto bem catástrofe e dramão familiar à la Grey’s Anatomy que Sands causou logo no início do episódio. Trazer um lado ainda mais sombrio de Rebecca, uma Rebecca mais tocada pelo sofrimento foi um bom humanizador para a personagem, e deu a Jennifer Carpenter a oportunidade de (tentar) apresentar uma atuação melhor.

Imagem: Banco de Séries.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Na verdade, o episódio foi muito feliz desde os primeiros minutos. Sempre que a irmã de Brian aparece, podemos ter certeza que o plot Mike-Ike também renderá cenas excelentes. O momento fraterno de Brian com a irmã, além de humanizar o personagem, criou o clima mais que perfeito para uma interrupção tão abrupta e bizarra como foi a chegada de Sands. E só serviu para tornar o choque de Brian com o envolvimento de Rachel com Ike ainda mais engraçado.

Adorei a vibe capitular, com todo esse ar de Tarantino. A trama do episódio e a série gerenciam esse tipo de referências muito bem, produzindo um charme que nos lembra das razões para continuar a assistir Limitless.

Na verdade, toda essa parceira (improvável) Finch-Sands foi assustadoramente muito boa. Ver Brian tentando “melhorar” Sands, impondo a regra de não matar, foram desenvolvimentos interessantes para um personagem que até agora era tão obscuro. Centrar o episódio em Sands e fazê-lo ser abordado em detalhes tão mínimos foi uma ideia brilhante da produção. E embora Rachel e Ike tenham sido o alívio cômico principal, foi impossível não rir do “Why must you always make things harder?” quando Brian o proíbe de matar para acessar o cofre de Huston.

E depois de toda a aventura com Sands, é bom ver que Limitless conseguiu terminar o episódio e nos deixar com um cliffhanger que já existia na série – a morte do pai de Rebecca – como matéria para teorias. Afinal, agora que Brian conhece Sands tão bem, e descobriu que ele é responsável pela morte do pai de Rebecca, o que ele vai fazer? Será que finalmente teremos um descanso das tramas com Bradley Cooper e finalmente voltaremos a cruzada Rebecca? Ou será que a série tentará expandir ainda mais as suas fronteiras, aprofundando outros personagens mais inusitados (como a irmã de Brian)? É claro, teremos que esperar pelo próximo episódio para descobrir. Então, au revior!

Tags Limitless
Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

No comments

Add yours