Limitless – 1×17 – Close Encounters

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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

 

Limitless nos entregou nesta semana mais um episódio… “interessante”. Talvez não o episódio esperado – já que eu, particularmente, já estou mais que cansado desse draminha sei-não sei/conto-não conto de Brian – mas, mesmo assim, tivemos um episódio previsível em certos pontos (porque esse momento em que Brian e Rebecca são postos juntos para tentar forçar alguma coisa apesar do distanciamento dele já estava anunciado desde a revelação de que Sands matou o pai dela), e ainda sim, com um plot twist que redimiu parcialmente o todo do episódio.

“Close Encounters” foi sim um episódio bom, não só pela camisa do Joy Division que Brian usa, mas principalmente por retomar o dialogismo de Brian com a “consciência” criada pelo NZT e por trazer um cenário para trama que encaixa perfeitamente com a referência à Sinatra e a Nova York dos anos 20 que o monólogo de Brian faz: um blecaute.

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Toda a ideia de causar a falta de energia cultivando uma bactéria que se alimenta de eletricidade para poder roubar dinheiro fora de circulação e colocar a culpa em vida extraterrestre foi talvez um dos mais brilhantes cenários armados para o procedural da semana, embora, é claro, tudo isso tenha sido desperdiçado pelo tempo perdido na tensão familiar de Brian e na caçada de Rebecca pelo estoque de NZT.

Não me entendam mal! Fazer Rachel ser a responsável pelo sumiço do resto do estoque foi uma ótima sacada da produção, e permite que ela seja mais participante dentro da trama, mas da última vez que um membro da família de Brian quis intervir na situação, tivemos todo um subplot bem difícil de engolir. Imagine o que aconteceria se o pai de Brian começar novamente a fazer ameaças que só terminarão mal para ele, ou se Rachel fizer algo estúpido, como envolver mais gente num assunto que está ligado diretamente ao incidente com Sands? Oh, wait, she already did that.

No confinamento, o confronto de Brian e Rebecca foi algo que eu queria ver desde que ele começou a tentar impedir que Sands matasse ela. Já passava da hora de evidenciar que, mesmo que Rebecca e o FBI sejam sim capazes de fazer as coisas sem o consultor e o NZT, muito do que eles têm feito só foi possível por causa dessa combinação, que se desgasta cada dia mais. Ver que Brian está se ressentindo não só da desconfiança de Rebecca, mas de toda a situação em que ele se inseriu por causa dela – mentir, mentir mais um pouco e ajudar Sands e o Senador Morra para evitar que ela morra por fazer as perguntas erradas nas horas erradas.

Felizmente, o fim do episódio chegou, e trouxe consigo alguns desdobramentos não tão previsíveis assim. É claro que a queda de Brian e a busca dele pela ajuda de Piper Baird – dando uma oportunidade para Georgina Haig voltar a série e dar mais uma lições a Jennifer Carpenter sobre o que é uma boa atuação feminina num procedural – eram previsíveis, condiz com o timing da série e com a “jornada do herói” de Brian. Mas confesso que não esperava que o núcleo familiar fosse ser tão afetado, nem que ele fosse fugir, e menos ainda que Rebecca fosse ter que lidar com isso.

Teremos que esperar pelo próximo episódio para ter certeza, mas parece que os caminhos da Season – e possivelmente SeriesFinale já começam a ser traçados e indicam um confronto maior entre Brian e o Senador Morra, isso para não falar nos problemas com o FBI. Ou seja (claro, se contarmos com a sorte desses elementos serem bem aproveitados), bons episódios para nós. Até lá!

Tags Limitless
Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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