Limitless – 1×18 – Bezgranichnyy

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Finalmente Limitless parece disposta a nos provar que acompanhar a série até aqui não foi inteiramente uma causa perdida. Num episódio que combinou uma edição fantástica, o retorno de uma das personagens que mais diversificou – para não dizer “melhorou drasticamente” – a trama (a.k.a. Piper Baird), uma viagem até a Rússia, e talvez uma das melhores versões do drunk Brian, “Bezgranichnyy” nos levou aos resultados do breaking point atingido no episódio passado, com uma ou duas doses infelizes de Rachel – worse, most boring sister ever – que logo são esquecidas quando pesamos os alívios cômicos.

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E é exatamente por esses alívios cômicos que quero começar a review. Foi hilário assistir a contagem de shots de Brian e a maneira com que ele contextualizava todos os problemas que ele está enfrentando para os mafiosos russos – e quem mais quisesse ouvir –, com direito a imitações de Naz, Rebecca, Boyle, Mike, Ike e até mesmo dos pais dele.

A edição é outra coisa que precisa ser elogiada, até porque é à edição que temos que agradecer pelo encadeamento perfeito dos alívios cômicos. Os cenários de invasão da prisão de Brian e a versão da sua consciência bombada com NZT também foram excelentes, mas nada se compara a ideia de Naz de trazer Brian de volta para que ela – e não um outro agente, o que aconteceria se Brian fosse rotulado terrorista – pudesse atirar nele antes de qualquer outra pessoa.

E o que dizer do Procurador Geral russo ser obcecado por Game of Thrones – os livros, não a série (thank God!) – e mais, de Brian ter falado com o próprio George R.R. Martin (toda a inveja do mundo e um pouco mais) sobre o que acontecerá na estória?

Mas enquanto Brian e Piper planejam um assalto, a trama da família de Brian, agora com o acréscimo de Rebecca, se prova novamente a coisa mais chata já vista na televisão – e considerando que eu sobrevivi a toda a baboseira que Smallville virou, para não mencionar Gotham e um sem-número de outras coisas que a TV tem nos entregado ultimamente, isso decididamente diz alguma coisa sobre o quanto é difícil aguentar a cara de sonsa de Rachel e aqueles chiliques intermináveis do pai dela.

Provavelmente porque fomos sujeitados a esse lenga-lenga familiar é que as cenas com Piper e Brian na Rússia são algumas das melhores no episódio. Porque enquanto Blair Bloom envergonha o legado de Nina Sharp, Georgiana Haig nos lembra da razão para amarmos Henrietta Bishop e faz com que até mesmo Jake McDorman pareça melhor do que realmente é, e os dois dividem cenas que só nos fazem pensar quais seriam as razões para termos Rebecca, e não Piper, como companion de Brian.

O que realmente importa é que, assim como esta review, Limitless está dando seus melhores passos em direção ao final. E enquanto a relação de Brian e Piper pode virar um problema gigante, o que realmente me preocupa é a possibilidade da caça às bruxas de Rebecca contra Morra volte no próximo episódio. Felizmente, a série nos deixou com o tom habitual de humor, e expulsou essas preocupações da nossa cabeça com o segmento “Coisas que a Andrea que sabe das coisas sabe”, um dos melhores “pós-créditos” desde que a Marvel começou a fazer piadinhas.

 

P.S.: O título do episódio, assim como a transcrição feita no alfabeto cirílico mostrada no final, são a palavra russa para “Limitless”.

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