Limitless – 1×20 – Hi, My Name is Rebecca Harris…

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves
Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves
Imagem: Captura de Tela/Reprodução

 

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Limitless parece decida a partir da maneira que chegou, cheia de surpresas e inesperados. Porque de todos os cenários possíveis, jamais imaginei que depois de todo o problema do episódio passado, fossemos ter um episódio focado em Rebecca.

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É claro que o título, “Hi, My Name is Rebecca Harris…” era um forte indicativo, mas achei que teríamos um episódio em que Rebecca prende Brian e depois, do meio para o fim, percebe que Sands é a real ameaça. Jamais esperei que o passado da personagem fosse entrar na mistura ou que ela fosse testar o NZT.

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Ver os sofrimentos da jovem Rebecca – standing ovation para Broke Solvang e Sophia Genussa, que deram vida as versões mais jovens da moça, e ainda nos lembraram dos problemas de atuação Jennifer Carpenter… –, a perda do pai e como isso a motivou a ser a agente que conhecemos foram acréscimos importantes à composição da personagem. E mesmo que estes pequenos flashbacks sejam só um “extra” do episódio, é bom ver que eles foram pensados e encaixados perfeitamente naquilo que o resto do episódio traz – Rebecca confrontar as mentiras de Brian.

Gostei que a voz da “consciência” de Rebecca com NZT também tenha tido uma participação do pai dela, porque ninguém poderia focá-la na missão mais do que ele, nem mesmo a parcela dela que diz que Brian é um cara legal. É claro que, nesta parte da história, o confronto titânico e o momento “detector de mentiras humano” da NZT-Rebecca contra o NZT-Brian foi espetacular.

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Já no “conglomerado Sands” – pensei em chamar de SPECTRE, mas não consigo ver Sands com um gato branco e um anel cafona, então não acho que ele faria um bom Blofeld – as coisas parecem funcionar melhor do o nosso amado vilão jamais sonhou. Ele tem uma fábrica, Piper, e outras mentes malignas para colaborar… literalmente o sonho de todo supervilão. Mesmo assim, ele ainda parece duvidar da necessidade de matar Brian – mesmo que ele acabe dando a ordem e simultaneamente contrariando essa ordem por causa do envolvimento de Brian no problema com o filho dele alguns episódios atrás.

Imagem: Banco de Séries
Imagem: Captura de Tela/Reprodução

No departamento visual, a série também nos brindou com altas surpresas. Embora tenha sido um tanto decepcionante que Rebecca, tão diferente de Brian, Piper e Morra, não tenha recebido uma paleta mesmo que ligeiramente diferenciada para o seu momento on-NZT, adorei a cena da construção do perfil de Hawks usando mapeamento genético. O etch a sketch de Rebecca – além do momento café em Paris – também foi excelente, um verdadeiro equivalente para as maquetes e cartões de baseball de Brian.

Mas o grande destaque do episódio, como sempre, fica a cargo da resolução do caso da semana. Agora que Brian entregou Sands e, no processo, Morra, ele perdeu a imunidade ao NZT, e provavelmente todas as vantagens que ele tinha, já que não acho que o Senador, e até a própria Naz, pense em deixar essa “traição” passar sem punição. Talvez a teoria de Brian de que ele vá acabar sendo zelador, junto com Stavros seja confirmada por esse momento final, talvez Rebecca vá ter uma revelação moral com relação ao rapaz, talvez uma guerra em escala muito maior ainda esteja por vir. O que importa é que, pela primeira vez, a proximidade da finale de Limitless realmente promete algo inesperado, algo bom, algo que talvez mereça uma Season 2.

Enfim, além do meu au revoir, deixo a cargo de vocês essas reflexões. Foi um bom episódio? A série merece outra temporada? O que vocês acham?

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.