Lost: See you in another life, brotha!

Quando perguntam a minha lista de séries preferidas, muitos se surpreendem com a inclusão eterna de Lost. Afinal já virou lugar comum dizer que Lost não foi uma boa série ou que teve um final ruim, esquecendo a trajetória, as revoluções e tudo que a série representou para o entretenimento.

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                                                 Imagem: Divulgação/ABC

Desde que o piloto de Lost foi lançado em 22 de setembro de 2004, um fenômeno foi criado. Considerado por muitos o melhor piloto de todos os tempos, foi ali, naquele momento, que a história mudou, foi ali que a nossa relação com as séries mudou, foi ali que as nossas cabeças explodiram e tivemos o antes e depois que como encaramos um produto televisivo.

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É impressionante como hoje muitos esquecem o Lost Experience, afinal essa não era uma série que simplesmente assistíamos, Lost era uma série que vivíamos, que fazíamos parte. A partir de uma premissa inovadora e nada simples (um avião cai em uma ilha estranha) inúmeros mistérios surgem: Como assim um avião caiu em uma ilha e várias pessoas sobreviveram? Quem são essas pessoas? O que é aquele som que veio da selva e assustou todo mundo na primeira noite? O que aconteceu com a outra metade do avião? O que é esse tal monstro de fumaça? Urso Polar em uma ilha tropical? Oi? Tudo isso em UM EPISÓDIO! 

Ao longo de seis temporadas Lost foi um fenômeno. Um episódio nunca era apenas um episódio, as pessoas gravavam e compartilhavam cenas para discussões e descobertas de easter eggs. Sites surgiram para especular as teorias. Fóruns (como o clássico LostBrasil) eram as principais fontes de discussão sobre o seriado. Podcasts foram criados para discutir semanalmente os episódios. Livros foram escritos pelos roteiristas para explicar (ou complicar ainda mais) a história, sem esquecer os livros sobre como Lost impactou o mercado.

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Contando com flashbacks e posteriormente flashforwards, Lost contou da forma revolucionária a história de seus personagens, aliás, QUE PERSONAGENS! Ao ler os nomes Jack, Kate, Locke, Hurley, Sayid, Sawyer, Charlie, Jin, Sun, Walt, Michael, Benjamin Linus, Desmond e tantos outros é impossível não lembrar de momentos, de frases e até dos episódios dedicados a cada um. É impressionante como todos eles ainda fazem parte da nossa memória.

Muito julgam a série pelo final, mas esquecem de terem enlouquecido aos longo das temporadas com os mistérios da série. Lotada de referências, Lost citava O Mágico de Oz, Alice no País das Maravilhas e até a Bíblia. A história de Lost era cativante, curiosa, enigmática, e totalmente interativa. Como esquecem da ansiedade que a série nos causava? Dá até para perdoar os tropeços finais, como o jarro, o final espiritual e não científico (eu sempre torci pelo espiritual, me julguem) e tudo aquilo que não foi explicado.

 

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Imagem: Divulgação/ABC

Afinal Lost nunca foi uma série de respostas, e sim de perguntas. Ali não interessava a chegada, mas sim todo o caminho percorrido até tal momento, a jornada que foi a série. Tenho orgulho de ter vivido esse tempo, de ter vivido Lost, de ter vivido a experiência televisiva mais incrível dos últimos anos.

E para aqueles que esqueceram o que foi Lost, compartilho aqui uma das trilhas instrumentais mais incríveis já feitas. Pode parecer bobeira, mas para você que acompanhou Lost, é impossível ouvir essa música sem lembrar da grandiosidade da série. 

See you in another life, brotha!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=twHXrNtG-7c#t=202[/youtube]