Love – 1×10 – O Fim do Começo [SEASON FINALE]

Imagem: arquivo pessoal.

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Chegamos ao fim dessa primeira temporada de Love, e sinto que justamente esse episódio foi o ápice da série. Isso é bom, já que a segunda temporada já está confirmada e gera a expectativa.

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O que falar sobre Gus? Gus foi um babaca. Na reunião do roteiro, o rapaz foi o cúmulo da arrogância. Tive vontade de mandar ele calar a boca um milhão de vezes. Ele acabou de ter a oportunidade de ouro e jogou pela janela, simplesmente porque estava se achando demais. Agora, o professor continua no trabalho porque Arya fez esse favor a ele, mas não vamos dizer que merecia. Nem sei se, na vida real, isso realmente aconteceria. Gus iria ser demitido na mesma hora e nunca mais poderia pisar no local.

Mickey, por sua vez, chegou ao fundo do poço. E, após isso, nada mais importava. Toda aquela obsessão por Gus virou nada e só restou o arrependimento. É… Sabemos como ela se sente. Finalmente a moça foi forte e resolveu enfrentar seus monstros. E foi aí que descobrimos mais um vício da protagonista. Isso realmente me fez pensar em todas as pessoas que podem ter esse vício sem saber. Quantos de nós não fazemos o mesmo que Mickey em vários momentos de nossas vidas?

Gus me irritou muito no fim do episódio. Então quer dizer que só agora, após levar um fora de Heide e ser quase demitido, ele resolveu valorizar Mickey e dar um beijo nela? E justamente no momento em que ela dizia que precisava se tratar e ficar sozinha com ela por um tempo? Pelo amor de Deus! Egoísmo é pouco para definir.

Love não foi aquela série que atraiu multidões, ou que agradou a todos que assistiram. Mas, após terminar, te faz refletir. E é aí que você percebe a profundidade por trás de uma história aparentemente boba. Gus e Mickey começaram a história dentro de dois estereótipos: ela, a rebelde, que não cumpre regras, super descolada. Ele, o bonzinho, nerd, bobão, que é passado a perna pela aluna adolescente. No decorrer dos episódios, os dois foram derrubando as barreiras dos pré conceitos, do preconceito, do clichê… E conseguimos enxergar que, por trás de tudo, eles não são tão fortes ou tão frágeis quanto aparentam.

Essa desconstrução dos personagens é que muda o padrão hollywoodiano. O relacionamento dos dois foi real, tão real, a ponto de cada episódio você concordar ou discordar de um deles, justamente para mudar de ideia no episódio seguinte. Foi cheio de erros e acertos de ambos os lados… Tão complicado que poderia ser nós mesmos ali, contando aquela história. Vou sentir saudades de Love e já quero a segunda temporada.

É isso, pessoal! Obrigada por acompanhar com a gente! Agora é aguardar para a Netflix nos dizer o que será desse casal tão distinto da maioria.

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